"Deus nos escolheu Nele, antes da criação do mundo para sermos santos e imaculados em sua presença, no amor"."a Santíssima Trindade nos criou a sua imagem de acordo com o exemplar eterno próprio de cada um que Ela possuía em seu seio antes que o mundo existisse", naquele começo sem começo de que fala Bossuet com base em São João; "In principio erat Verbum" (Jo 1,1), "no princípio era o Verbo" pode-se acrescentar: no começo era o nada, porque Deus em sua eterna solidão, já nos trazia em seu pensamento."O Pai contemplasse a si mesmo no batismo de sua fecundidade, e eis que, pelo mesmo ato de se compreender, Ele gera outra pessoa, o Filho, seu Verbo Eterno.O tipo de todas as criaturas, que ainda não tinham saído do nada, residia eternamente Nele, e Deus as via e as contemplava no seu tipo, isto é, em si mesmo.Esta vida eterna que nossos tipos possuem sem nós em Deus, é a causa de nossa criação.
"Nossa essência criada exige o reencontro com seu princípio.O Verbo, esplendor do Pai, é o tipo eterno no qual são desenhadas as criaturas no dia de sua criação.Eis porque Deus quer que, livres de nós mesmos, elevemos os braços para nosso exemplar e que o possuamos, subindo acima de toda as coisas em direção de nosso modelo.Esta contemplação abre horizontes inesperados a alma e ela já possui de certo modo a coroa a que aspira.As imensas riquezas que Deus possui por natureza, nós podemos possuir pela virtude do amor, por sua residência em nós, por nossa residência Nele.É por esta virtude de amor imenso que nós somos atraídos para o fundo do santuário íntimo, onde Deus imprime em nós uma certa imagem de sua majestade.Portanto, é graças ao amor e pelo amor, como diz o Apóstolo, que podemos ser imaculados e santos em presença de Deus e cantar com Davi: "Serei sem mancha e me defenderei da profunda iniqüidade que está em mim".
Segunda oração.
"Sede santos porque eu sou santo".É o Senhor quem fala assim."Qualquer que seja o nosso modo de vida ou o habito que nos cobre, cada um de nós deve ser o santo de Deus.Quem é, pois, o mais santo?É aquele que mais ama, aquele que mais olha para Deus e que atende mais plenamente as exigência de seu olhar".Como satisfazer as exigências do olhar de Deus, senão mantendo-se simples e amorosamente voltado para Ele, afim de que Ele possa espelhar sua própria imagem, como o Sol se espelha através de um puro cristal."Façamos a nossa imagem e semelhança: Tal foi o grande desejo do coração de Nosso Deus"."Sem a semelhança que vem da graça, a condenação eterna nos espera.Desde que Deus nos vê capazes de receber sua graça, sua livre bondade está pronta a nos dar o dom que nos assemelha a Ele.Nossa aptidão para receber sua graça depende da integridade interior com a qual no movemos para Ele.E Deus, comunicando-nos seus dons, pode então dar-se a nós, imprimir em nós sua semelhança, absolver-nos e libertar-nos".
"A mais alta perfeição nesta vida, diz um piedoso autor, consiste em ficar de tal modo unido a Deus, que a alma com todas as suas faculdades e suas potências fique recolhida em Deus; que suas afeições unidas nas alegrias do amor não encontrem descanso senão na posse do criador.A imagem de Deus imprensa na alma é com efeito constituída pela razão, pela memória e pela vontade.Enquanto estas faculdades não trazem a imagem perfeita de Deus, elas não se assemelham a Ele como no dia da Criação.A forma da alma é Deus, que deve imprimir-se ai como o carimbo na cera, como a marca em seu objeto.Ora, isto só se realiza plenamente se a razão estiver plenamente esclarecida pelo conhecimento de Deus; se a vontade estiver presa ao amor do Bem soberano; se a memória estiver totalmente absolvida na contemplação e no gozo da eterna felicidade.E como a glória dos bem-aventurados não é outra coisa senão a perfeita posse desse estado, fica claro que a posse começa desde bens constitui a perfeição nesta vida.Para realizar este ideal, é preciso manter-se recolhido dentro de si mesmo, manter-se em silêncio na presença de Deus, enquanto a alma se abisma, se dilata, se inflama, se derrete Nele com uma plenitude sem limites".
.Fonte: Elisabete da Trindade - Obras completas
Imagine estar diante de uma 'varanda' onde janelas e portas estão abertas esperando por voce para a partilha de reflexões sobre tudo aquilo que vivo em Deus e sei que valerá a pena dividir com você. Vamos nos unir ainda mais no amor de Cristo como irmãos, seremos sustento uns para os outros, vamos rir, vamos chorar, vamos rezar, e com certeza testemunharemos as experiências de fé que o próprio Deus providenciará para nós. Com carinho, Darley.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Sede Santos
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Uma espiritualidade do coração
"Rezar é descer com a mente ao coração e ali ficar diante da face do Senhor, onipresente, onividente dentro de nós" (Teófono, místico russo).
Coração: dia após dia, a cada hora, a cada segundo, ele pulsa em nosso peito. Mesmo quando dormimos o coração está fazendo o seu trabalho. Quando ameaça parar, as coisas complicam e a vida corre risco. Nele, há um princípio vital que nos anima, que faz cada órgão do corpo funcionar.
O ritmo e o pulsar - Não há como falar de uma espiritualidade do coração sem referir-se a esse órgão essencial para a vida. Ele tem ritmo e é responsável por bombear o sangue para todo o organismo. O ritmo da espiritualidade do coração é marcado pelo debruçar-se terno e contemplativo sobre a vida em todas as suas manifestações. Seu lugar privilegiado é o universo. É dali que tira o alimento para sua meditação.
Quem vive uma espiritualidade centrada no coração, sente-o por vezes acelerado: ou porque se extasia diante de alguma experiência de gratuidade ou porque se condói diante da dor presente no mundo. "Jesus, vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor" (Mt. 9, 36).
Viver a partir do coração é bombear vida para todos os membros do Corpo de Cristo e para toda a humanidade. O coração de quem vive assim está sintonizado com aquele Divino Coração, no qual pulsa todo o universo, e por isso pode espalhar amor, ternura e compaixão por onde passa ou, melhor até dizer, onde está, pois não há limites para o alcance desse "divino sangue". Onde houver alguém necessitado de vida, haverá um pouco dessa transfusão. Quanto mais forem as pessoas identificadas com essa espiritualidade, mais vasos intercomunicantes e mais vida se espalhará pelo planeta.
As possíveis cardiopatias - A espiritualidade do coração identifica também as possíveis cardiopatias que ameaçam a qualidade de vida de quem a ela é chamado e a quer viver. Uma delas é a infidelidade, outra a falta de perdão. A infidelidade fere o coração e pode causar uma hemorragia que, se não for medicada, pode levar à morte. O tratamento para essa cardiopatia chama-se conversão. Quanto à falta de perdão e às mágoas, constituem uma obstrução das artérias que levam e trazem a energia amorosa dos outros e de Deus. Para essa cardiopatia o remédio eficaz chama-se perdão: pedir perdão, doar perdão, receber perdão.
O Coração de Jesus - De onde brota essa espiritualidade do coração? Da fonte mesma que é o Coração de Jesus, aberto por nós e para nós. É preciso, portanto,não somente uma devoção ao Coração de Jesus; é preciso tirar dele a prática que ilumina a vida.
O Papa Pio XII, em sua Encíclica sobre o Coração de Jesus (Haurietis aquas in gáudio), mostra-nos como o Coração do Mestre é fonte contínua para vivermos uma espiritualidade centrada no coração: "O adorável coração de Jesus Cristo pulsa de amor ao mesmo tempo humano e divino desde que a virgem Maria pronunciou aquela palavra magnânima: "Fiat". Esse mesmo amor movia o seu coração nas suas contínuas excursões apostólicas, quando realizava aqueles inúmeros milagres, quando ressuscitava os mortos ou restituía a saúde a toda sorte de enfermos, quando sofria aqueles trabalhos, suportava o suor, a fome e a sede; nas vigílias noturnas passadas em oração a seu Pai amado; e, finalmente, nos discursos que pronunciava e nas parábolas que propunha, especialmente naquelas que tratam da misericórdia, como a da dracma perdida, a da ovelha desgarrada e a do filho pródigo. Nessas palavras e nessas obras, como diz Gregório Magno, manifesta-se o próprio coração de Deus. 'Conhece o coração de Deus nas palavras de Deus, para que com mais ardor suspires pelas coisas eternas'".
Autor: Pe. Sérgio Luiz e Silva
Ser santo é deixar a Luz passar!
Lembro-me de meu mestre de noviciado, Pe. Afonso Paschotte, redentorista da Província de São Paulo, falecido alguns anos atrás, que usou uma conceituação de santidade que, pela sua simplicidade e clareza, mais me tocou até hoje: Ser santo é deixar a luz passar!
Como um multicolorido vitral
Ele dava, então, como exemplo, o que acontece com o vitral de uma igreja. Durante o dia, a luz incide sobre ele e a tons multicoloridos banham o interior do templo. À noite, quando as luzes se acendem no seu interior, quem passa por fora é que é brindado com as cores do vitral. Quanto mais limpo for o vitral, mais sua luz poderá passar por ele sem obstáculos.
A santidade é como a luz que vem do sol: é uma dádiva! O vitral não produz a luz, ele a deixa passar. Sem a luz o vitral não se destaca. A luz é a Graça de Deus vindo ao encontro do homem e da mulher. Como acontece com o vitral, que quanto mais límpido facilita a luz por ele, o que podemos fazer, é manter-nos abertos e predispostos para que a Graça divina inunde nosso interior.
À noite, o fenômeno se inverte: havendo agora luz dentro do templo, ela se irradia através dos vitrais, enchendo de beleza e serenidade o ambiente ao redor. Quando a Graça de Deus está presente na pessoa, de seu interior mana luz para iluminar a escuridão de nosso mundo, tão sofrido e conflituoso. Aqueles que estão próximos desta pessoa ficam também iluminados.
Um chamado a todo discípulo de Jesus
Os santos, muito especialmente, deixaram essa luz se irradiar através deles, cumprindo aquilo que diz Jesus no Evangelho: “Assim, brilhe a vossa luz diante dos homens” (Mt. 4, 16ª). Mas este é um chamado a todo cristão, pois, pelo Batismo, todos somos chamados à santidade.
Não pense em coisas excêntricas ou extraordinárias. A santidade é feita da irradiação da luz divina no meio onde você está. Naqueles que chamamos “santos”, essa luz é tão intensa que irradia-se de forma até mesmo miraculosa. Os milagres são apenas uma conseqüência da luz que neles está. O importante não são os milagres que vivenciam, mas a ação da Graça em suas almas. Isso pode e deve acontecer com cada um de nós, discípulos de Jesus. E essa luz não está restrita a uma época determinada. Até hoje sentimos a irradiação da santidade de homens e mulheres de todos os tempos na história da Igreja.
Assim é com São Geraldo. Ele era o santo que “brincava com Deus”, tanta era sua familiaridade com Ele. Muitos milagres o seguiram em sua curta vida entre nós (morreu aos vinte e nove anos). Mas não é isso o que mais se destaca em sua história. Um dos traços mais marcantes na vida desse humilde e grande irmão redentorista foi sua dedicação aos pobres.
Aprendendo com Geraldo a olhar o pobre
Ser devoto de São Geraldo é aprender, entre outras coisas, a olhar o pobre da mesma forma como ele olhou. E ele os olhava como os preferidos de Deus, seus irmãos. Para eles, em especial, dedicou sua vida missionária.
Em um dos retiros que tivemos como Província Redentorista, o pregador, Pe. Bernardo Holmes, redentorista de Fortaleza, contou-nos uma história:
“Nós estávamos chegando à região de Parque São Miguel, periferia de Fortaleza, quando um senhor veio à nossa casa, trazendo um pouco de farinha e alguns tomates, até mesmo meio passados. Perguntei o seu nome e ele disse se chamar Sebastião Esmoler. Sim, “esmoler”, porque vivia de esmolas. Com isso, ele sustentava sua família. Ele nos disse: - Como os senhores estão vindo aqui viver entre a gente, eu vim trazer um pouquinho do que recebo para partilhar com vocês.
“Aos poucos fui travando amizade com ele e sempre fazia um café para ele tomar. Um dia ele disse: - Sabe, seu padre, pedindo esmolas a gente aprende muito sobre as pessoas! Há gente que não vê a gente. Há gente que vê, mas faz que não vê a gente. Há gente que vê a gente e desvia da gente: bate a porta, passa para o outro lado da calçada... Há gente que vê a gente e julga a gente: vai trabalhar vagabundo!... Há gente que vê a gente e usa a gente: para aliviar a sua consciência ou para se mostrar. E há gente que vê a gente como gente: nem tanto porque dá alguma coisa, mas porque olha nos olhos da gente como gente!”
Essa foi a lição dada pelo Francisco e ensinada por Pe. Bernardo. E você, como vê e age com os mais pobres? Como você deixa a luz passar através de você?
Autor: Pe. Sérgio Luiz e Silva
Vivência:
Inspiração: “...prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.” (Flp 3, 13-14)
Atitude: Prepare bem o seu futuro! Cuide da saúde. Estude. Faça amigos. Sorria. Ore bastante. Não antecipe preocupações desnecessárias.
Diga para si mesmo: Porque meu Senhor vive, posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há. Minha vida está nas mãos do meu Jesus, que vivo está!
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Inspiração: “É Jesus a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava... Ele queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade nova pelo restabelecimento da paz, e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade.” (Ef 2, 14.15b-17)
Reflexão: Passados dois mil anos da vinda de Jesus e sua mensagem de paz e transformação da pessoa humana e suas relações, o mundo continua em conflito, sem vivenciar a mensagem de amor e perdão que Jesus anunciou. Ele já realizou a sua paz para a humanidade. Ele fez, de fato, “de dois povos um só”.
O real muro que separa as pessoas já foi destruído, quando Ele deu por nós a sua vida na cruz. Mas a ambição e o orgulho enraizado nas culturas continuam separando os povos entre pobres e ricos, além das ideologias que geram tanta morte.
Viver numa perspectiva reconciliadora é também engajar-se em oração para que os povos vivam em paz, numa postura de diálogo e superação dos pontos de conflito, buscando aquilo que une e não o que divide. Não haverá reconciliação entre os povos, enquanto houver o imenso abismo que separa as nações mais ricas do mundo daquelas miseráveis. Reconciliação mundial só é possível com justiça.
Atitude: Ofereça sua oração neste mês, em especial, pelos países que estão em guerra civil ou em conflito com outros povos. Mesmo que você não saiba quais são estes países, sinta-se participante desta mesma obra de reconciliação. Afinal, estamos todos embarcados nesta mesma “nave” que viaja pelo universo: nosso planeta terra.
Diga para si mesmo: Eu coopero conscientemente para que os povos se reconciliem, promovendo a paz ao meu redor!
Mysterium fidei!
Mysterium fidei! Se a Eucaristia é um mistério de fé que excede tanto a nossa inteligência que nos obriga ao mais puro abandono à palavra de Deus, ninguém melhor do que Maria pode servir-nos de apoio e guia nesta atitude de abandono. Todas as vezes que repetimos o gesto de Cristo na Última Ceia dando cumprimento ao seu mandato: «Fazei isto em memória de Mim», ao mesmo tempo acolhemos o convite que Maria nos faz para obedecermos a seu Filho sem hesitação: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2, 5). Com a solicitude materna manifestada nas bodas de Caná, Ela parece dizer-nos: «Não hesiteis, confiai na palavra do meu Filho. Se Ele pôde mudar a água em vinho, também é capaz de fazer do pão e do vinho o seu corpo e sangue, entregando aos crentes, neste mistério, o memorial vivo da sua Páscoa e tornando-se assim “pão de vida”».
domingo, 4 de novembro de 2007
Todo ser humano é chamado à santidade, assegura o Papa
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 2 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Todo ser humano é chamado à santidade, afirmou Bento XVI esta quinta-feira, dia no qual a Igreja celebrava a solenidade de Todos os Santos.
E a santidade, declarou o Papa, ao rezar a oração mariana do Ângelus junto a vários milhares de peregrinos congregados na praça de São Pedro no Vaticano, «consiste em viver como filhos de Deus».
Nessa tradicional festa de preceito em muitos países católicos, o Papa convidou os crentes a abrirem o coração, «ultrapassando os confins do tempo e do espaço» para ampliar-se «para as dimensões do Céu».
O cristão, reconheceu, «já é santo, pois o Batismo lhe une a Jesus e a seu mistério pascal, mas ao mesmo tempo tem que chegar a ser santo, conformando-se com Ele cada vez mais intimamente».
Por isso, advertiu ante o perigo de cair em um equívoco: «Às vezes pensa-se que a santidade é um privilégio reservado a alguns poucos eleitos – advertiu –. Na realidade, chegar a ser santo é a tarefa de cada cristão, mais ainda, poderíamos dizer, de cada homem!».
«Todos os seres humanos estão chamados à santidade que, em última instância, consiste em viver como filhos de Deus, nessa “semelhança” a Ele, segundo a qual, foram criados», sublinhou.
Segundo o Papa, «todos os seres humanos são filhos de Deus, e todos têm que chegar a ser o que são, através do caminho exigente da liberdade».
«Deus convida a todos a formar parte de seu povo santo. O “Caminho” é Cristo, o Filho, o Santo de Deus: ninguém pode chegar ao Pai se não por Ele», declarou.
Na tarde desta sexta-feira, comemoração dos fiéis falecidos, Bento XVI devia recolher-se em oração nas grutas da Basílica vaticana para rezar, particularmente, pelos sumos pontífices ali sepultados e por todos os falecidos.
No Ângelus do dia precedente havia alentado aos cristãos «a rezar por eles, oferecendo também os sofrimentos e os cansaços cotidianos para que, completamente purificados, possam gozar para sempre da luz e da paz do Senhor».
http://www.zenit.org/article-16611?l=portuguese
MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA JOÃO PAULO II PARA A QUARESMA DE 2004
1. Com o sugestivo rito da imposição das Cinzas tem início o tempo sagrado da Quaresma, durante o qual a liturgia renova aos crentes o apelo a uma conversão radical, confiando na misericórdia divina.
O tema deste ano - «Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim» (Mt 18, 5) - oferece a oportunidade de reflectir sobre a condição das crianças; crianças que Jesus continua hoje a chamar a Si e a indicar como exemplo para aqueles que desejam tornar-se seus discípulos. As palavras de Jesus constituem uma exortação a examinar como são tratadas as crianças nas nossas famílias, na sociedade civil e na Igreja; e são também um estímulo a apreciar aquela simplicidade e confiança que o crente deve cultivar, imitando o Filho de Deus que compartilhou a sorte dos pequeninos e dos pobres. A este propósito, Santa Clara de Assis gostava de dizer que Ele, nascido, foi «reclinado numa manjedoura, viveu pobre sobre a terra e ficou despido na cruz» (Testamento, Fontes Franciscanas, n. 2841).
Jesus amou as crianças como suas predilectas pela sua «simplicidade e alegria de viver, a sua espontaneidade e a sua fé cheia de assombro» (Angelus de 18.12.1994). Por isso, quer que a comunidade as acolha, com os braços e o coração abertos, como se fosse a Ele mesmo: «Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim» (Mt 18, 5). E a par das crianças, Jesus coloca os «irmãos mais pequeninos», ou seja, os pobres, os necessitados, os famintos e sedentos, os forasteiros, os nus, os doentes e os presos. A atitude que se tomar para com eles - acolhê-los e amá-los ou, ao invés, ignorá-los e rejeitá-los - é a mesma que se tem com Jesus, o Qual neles se torna particularmente presente.
2. O Evangelho narra a infância de Jesus na casa pobre de Nazaré onde, submisso a seus pais, «crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens» (Lc 2, 52). Quis fazer-Se criança para compartilhar a experiência humana. «Aniquilou-Se a Si próprio; - escreve o Apóstolo Paulo - assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz» (Fl 2, 7-8). Quando, aos doze anos, ficou no templo de Jerusalém, disse aos pais que, angustiados, O procuravam: «Porque razão Me procuráveis? Não sabíeis que Eu tenho de estar na Casa de meu Pai?» (Lc 2, 49). Na verdade, toda a sua existência foi caracterizada por uma confiante e filial submissão ao Pai celeste: «O meu alimento - dizia Ele - consiste em fazer a vontade d'Aquele que Me enviou e em dar cumprimento à sua obra» (Jo 4, 34).
Nos anos da sua vida pública, várias vezes afirmou que só entraria no Reino dos Céus quem conseguisse tornar-se como as crianças (cf. Mt 18, 3; Mc 10, 15; Lc 18, 17; Jo 3, 3). Nas suas palavras, a criança aparece como imagem eloquente do discípulo que é chamado a seguir o divino Mestre com a docilidade de um menino: «Quem for humilde como esta criança, esse será o maior no Reino dos Céus» (Mt 18, 4).
«Tornar-se» pequenino e «acolher» os pequeninos: são dois aspectos dum único ensinamento que o Senhor hoje repropõe aos seus discípulos. Somente quem se fizer «criança» é que será capaz de acolher com amor os irmãos mais «pequeninos».
3. Muitos são os crentes que procuram seguir fielmente estes ensinamentos do Senhor. Gostava de recordar aqui os pais que não hesitam em tomar a seu cuidado uma família numerosa, as mães e os pais que, no cimo das suas prioridades, colocam, não a busca do sucesso profissional e da carreira, mas a preocupação por transmitir aos filhos aqueles valores humanos e religiosos que verdadeiramente dão sentido à existência.
Penso com reconhecida admiração em quantos cuidam da formação da infância em dificuldade e aliviam os sofrimentos das crianças e dos seus familiares, causados pelos conflitos e a violência, pela falta de alimento e de água, pela emigração forçada e por tantas formas de injustiça existentes no mundo.
Contudo, a par de tanta generosidade, deve-se registar também o egoísmo daqueles que não «acolhem» as crianças. Existem menores profundamente feridos pela violência dos adultos: abusos sexuais, aviamento à prostituição, envolvimento na venda e no uso da droga; crianças obrigadas a trabalhar ou alistadas para combater; inocentes marcados para sempre pela desagregação familiar; pequenos sumidos no ignóbil tráfico de órgãos e pessoas. E que dizer da tragédia da SIDA com consequências devastadoras na África? Fala-se já de milhões de pessoas atingidas por este flagelo, e muitíssimas delas contagiadas desde o nascimento. A humanidade não pode fechar os olhos perante um drama tão preocupante!
4. Que mal fizeram estas crianças para merecer tanto sofrimento? Dum ponto de vista humano, não é fácil, antes talvez seja impossível, encontrar resposta para esta pergunta inquietante. Só a fé nos ajuda a penetrar num abismo tão profundo de sofrimento. Jesus, «obedecendo até à morte e morte de cruz» (Fl 2, 8), assumiu sobre Ele o sofrimento humano, iluminando-o com a luz esplendorosa da ressurreição. Com a sua morte, venceu para sempre a morte.
Durante a Quaresma, preparamo-nos para reviver o Mistério Pascal, que ilumina com a esperança a nossa existência inteira, incluindo os seus aspectos mais complexos e dolorosos. A Semana Santa voltará a propor-nos, através dos ritos sugestivos do Tríduo Pascal, este mistério de salvação.
Amados Irmãos e Irmãs, encetemos confiadamente o itinerário quaresmal, animados por uma mais intensa oração, penitência e atenção aos necessitados. Que a Quaresma seja, de modo particular, uma ocasião útil para dedicar maior cuidado às crianças, no seu próprio ambiente familiar e social: elas são o futuro da humanidade.
5. Com a simplicidade típica das crianças, voltamo-nos para Deus, chamando-Lhe - como Jesus nos ensinou - «Abba», Pai, na oração do «Pai nosso».
O Pai nosso! Repitamos frequentemente esta oração durante a Quaresma, repitamo-la com íntimo enlevo. Chamando a Deus «Pai nosso», tomaremos consciência de ser seus filhos e sentir-nos-emos irmãos entre nós. Deste modo, ser-nos-á mais fácil abrir o coração aos pequeninos, de acordo com o convite de Jesus: «Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim» (Mt 18, 5).
Com estes votos, sobre cada um invoco a bênção de Deus, por intercessão de Maria, Mãe do Verbo de Deus feito homem e Mãe da humanidade inteira.
Vaticano, 8 de Dezembro de 2003.
JOANNES PAULUS PP. II ( http://www.fides.org/por/magistero/2004/jpii_mess_290104.html )
: DIA DA INFÂNCIA MISSIONÁRIA
COMO OBJETOS VENDIDOS : A cada ano, no mundo, mais de um milhão de crianças são vítimas do tráfico de seres humanos. O relatório do Unicef “Stop the traffic” evidencia o fenômeno dos criminais da exploração infantil, que promovem a transferência dos menores dos países em desenvolvimento (África Central e Ocidental e sudeste asiático) rumo a regiões de bem-estar dos países ocidentais.
São os escravos do novo milênio e são explorados pela indústria do sexo, como mão-de-obra de baixo custo ou como domésticos.
Os mais felizardos podem ser adotados, mas não faltam os casos de menores que desaparecem misteriosamente e são assassinados para fornecer órgãos para transplante através de canais ilegais.
A "lista de preços" segue as exigências de mercado: 50.000 euros para um recém-nascido de sexo masculino em boas condições de saúde, 30.000 por um fígado, como denuncia a revista brasileira “Manchete”.
O tráfico ilegal de crianças movimenta 1,2 bi de dólares por ano e poucas vítimas são capazes de denunciar o que acontece a elas: muito pequenos, muito indefesos ou obrigados ao silêncio da morte.
O capítulo da “exploração sexual” é um dos mais dolorosos a serem enfrentados. As campanhas de sensibilização conduzidas de modo eficaz pelo Ecpat (um pool internacional de organizações que trabalha para eliminar a exploração sexual contra menores) revelaram os percursos internacionais do turismo sexual no qual os menores estão envolvidos, denunciando que milhões de crianças em todo o mundo são exploradas, compradas e vendidas como uma mercadoria qualquer a ser transportada de uma região a outra de um país (como no caso de localidades turísticas na Tailândia ou no Brasil) ou levadas para fora dos confins nacionais (as pequenas prostitutas do Camboja e do Nepal) ou ainda encaminhadas para o mercado da pornografia.
A exploração sexual com fins lucrativos tem muitas facetas. Na Tailândia, um estudo sobre a economia ilegal revelou que, de 1993 a 1995, a prostituição representou cerca de 10 a 14% do Produto Interno Bruto e calcula-se que cerca de um 1/3 das mulheres tailandesas envolvidas no mercado da prostituição seja menor de idade.
Vítimas de abusos de todo tipo, os pequenos escravos deste mercado têm muitas vezes a única perspectiva de uma morte por Aids ou por outras doenças sexualmente transmissíveis.
Mas mesmo que conseguissem escapar de seus “donos”, as famílias não as receberiam de volta.
Dados estatisticos da Igreja Católica
| Continenti | Anno | Totale | Diocesani | Religiosi |
| Mondo | 1997 | 404.208(-128) | 263.521(+622) | 140.687(-750) |
| 1998 | 404.626(+418) | 264.202(+681) | 140.424(-263) | |
| 1999 | 405.009(+383) | 265.012(+810) | 139.997(-427) | |
| 2000 | 405.178(+169) | 265.781(+769) | 139.397(- 600) | |
| 2001 | 405.067 (- 111) | 266.448 (+67) | 138.619 (-698) | |
| 2002 | 405.058 (-9) | 267.334 (+ 886) | 137.724 (-895) | |
| 2003 | 405.450 (+ 392) | 268.041 (+ 707) | 137.409 (- 315) | |
| 2004 | 405.891 (+ 441) | 268.833 (+ 792) | 137.058 (- 351) | |
| 2005 | 406.411 (+ 520) | 269.762 (+ 929) | 136.649 (- 409) | |
| Africa | 1997 | 25.279(+600) | 14.873(+749) | 10.406(- 149) |
| 1998 | 26.026(+747) | 15.535(+662) | 10.491(+85) | |
| 1999 | 26.547(+521) | 16.371(+836) | 10.176(- 315) | |
| 2000 | 27.165(+618) | 16.962(+591) | 10.203(+27) | |
| 2001 | 27.968 (+ 803) | 17.582 (+ 620) | 10.406 (+ 203) | |
| 2002 | 29.274 (+1.286) | 18.872 (+ 1.290) | 10.402 (-4) | |
| 2003 | 30.419 (+ 1.145) | 19.559 (+ 687) | 10.860 (+ 458) | |
| 2004 | 31.259 (+ 840) | 20.358 (+ 799) | 10.901 (+ 41) | |
| 2005 | 32.370 (+ 1.111) | 21.164 (+ 806) | 11.206 (+ 305) | |
| America | 1997 | 120.013(-69) | 73.495(+509) | 46.518(-578) |
| 1998 | 120.297(+284) | 74.039(+544) | 46.258(-260) | |
| 1999 | 120.138(-159) | 74..282(+243) | 45.856(-402) | |
| 2000 | 120.841(+703) | 75.121 ( +839) | 45.720 (- 136) | |
| 2001 | 27.968 (+ 803) | 17.582 (+ 620) | 10.406 (+ 203) | |
| 2002 | 121.394 (+247) | 76.760 (+ 994) | 44.634 (-747) | |
| 2003 | 121.501 (+ 107) | 77.200 (+ 440) | 44.301 (- 333) | |
| 2004 | 121.634 (+ 133) | 77.756 (+ 556) | 43.878 (- 423) | |
| 2005 | 120.995 (- 639) | 78.126 (+ 370) | 42.869 (- 1.009) | |
| Asia | 1997 | 40.441(+1.037) | 23.789(+714) | 16.652(+323) |
| 1998 | 41.456(+1.015) | 24.337(+548) | 17.119(+467) | |
| 1999 | 42.789(+1.333) | 25.175(+838) | 17.614(+495) | |
| 2000 | 43.566(+777) | 25.716(+541) | 17.850(+236) | |
| 2001 | 44.446 (+ 880) | 26.309 (+ 593) | 18.137 (+ 287) | |
| 2002 | 45.790 (+1.937) | 27.274 (+ 1.558) | 18.516 (+ 379) | |
| 2003 | 46.800 (+ 1.010) | 27.837 (+ 563) | 18.963 (+ 447) | |
| 2004 | 48.222 (+ 1.422) | 28.497 (+ 660) | 19.725 (+ 762) | |
| 2005 | 50.053 (+ 1.831) | 29.330 (+ 833) | 20.723 (+ 998) | |
| Europa | 1997 | 213.398(- 1.664) | 148.595(-1.306) | 64.803(-358) |
| 1998 | 211.827(- 1.517) | 147.517(-1.078) | 64.310(-493) | |
| 1999 | 210.543(- 1.284) | 146.457(-1.060) | 64.086(-224) | |
| 2000 | 208.659(- 1.884) | 145.268(-1.189) | 63.391(- 695) | |
| 2001 | 206.761 (- 1.898) | 144.215 (-1.053) | 62.546 (- 845) | |
| 2002 | 203.751 (- 3.010) | 141.724 (- 2.491) | 62.027 (- 519) | |
| 2003 | 201.854 (- 1897) | 140.703 (- 1.021) | 61.151 (- 876) | |
| 2004 | 199.978 (- 1876) | 139.494 (- 1.209) | 60.484 (- 667) | |
| 2005 | 198.279 (- 1.699) | 138.492 (- 1.002) | 59.787 (- 697) | |
| Oceania | 1997 | 5.077(-32) | 2.769(-44) | 2.308(+12) |
| 1998 | 5.020(-57) | 2.774(+5) | 2.246(- 62) | |
| 1999 | 4.992(-28) | 2.727(-47) | 2.265(+19) | |
| 2000 | 4.947(- 45) | 2.714(-13) | 2.233(- 32) | |
| 2001 | 4.725 (- 222) | 2.576 (- 138) | 2.149 (- 84) | |
| 2002 | 4.849 (+124) | 2.704 (+ 128) | 2.145 (-4) | |
| 2003 | 4.876 (+ 27) | 2.742 (+ 38) | 2.134 (- 11) | |
| 2004 | 4.798 (- 78) | 2.728 (- 14) | 2.070 (- 64) | |
| 2005 | 4.714 (- 84) | 2.650 (- 78) | 2.064 (- 6) |
Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Domingo, 19 de Outubro, às 10 horas, o Santo Padre João Paulo II presidiu a Santa Missa diante da Praça de São Pedro, por ocasião do Dia Mundial das missões, e procedeu a Beatificação da Serva de Deus Madre Teresa de Calcutá (1910-1997). “ Não é talvez significativo que a sua beatificação ocorra no dia em que a Igreja celebra o Dia Mundial das missões?” perguntou o Papa na homilia. “Com o testemunho de sua vida, Madre Teresa recorda a todos que a missão evangelizadora da igreja passa pela caridade, alimentada pela oração e pela escuta da palavra de Deus. Emblemática deste estilo missionário é a imagem que retrata a nova Beata, de mãos dadas com uma criança e segurando o Rosário com outra máos. Contemplação e ação, evangelização e promoção humana: Madre Teresa proclama o Evangelho com a sua vida inteiramente entregue aos pobres, mas ao mesmo tempo, dedicada à oração”.
Estavam presentes na celebração, além dos milhares de peregrinos de todas as partes do mundo, cerca de trinta delegações oficiais, entre as quais, o Presidente da república da Albânia, o Presidente da Macedônia e o Ministro da Justiça da Índia. Segundo o desejo das Missionárias da Caridade, ao lado do altar, tomaram lugar cerca de 2.000 pobres por elas assistidos, que no final da celebração foram convidados para um almoço na Sala Paulo VI. “Sou pessoalmente agradecido a esta mulher corajosa, que sempre senti ao meu lado – disse ainda o Papa durante a homilia. Imagem do Bom samaritano, ela servia a Cristo nos mais pobres entre os pobres. Nem mesmo as fronteiras e as guerras conseguiam detê-la. De vez em quando vinha falar-me de suas experiências a serviço dos valores do evangelho...nas horas mais escuras ela se agarrava com maior tenacidade à oração diante do Santíssimo sacramento. Este duro caminho espiritual a levou a identificar-se sempre mais com aqueles que todos os dias servia, experimentando as suas penas e até mesmo a rejeição. Amava repetir que a maior pobreza é aquela de ser indesejado, de não ter ninguém que cuide de você. Rendamos graças a esta pequena mulher enamorada por Deus, humilde mensageira do Evangelho e incansável benfeitora da humanidade.
No final da missa, introduzindo a oração do Ângelus, o Santo Padre saudou os numerosos peregrinos provenientes da Itália, da Europa e do mundo inteiro, que ocupavam toda a Praça de São Pedro e a Via della Conciliazione: “...recordemos que Maria Santíssima foi sempre o modelo de Madre Teresa, tanto na oração como em sua atividade missionária. Graças à intercessão da nova Beata, a Virgem nos obtenha de progredir no amor a Deus e aos próximo”.
O discurso na integra do Santo padre, em italiano e inglês, está em nosso site www.fides.org.
(S.L) (Agência Fides 20/10/2003 – linhas: 38; palavras: 495)
Segundo os dados recolhidos pela Agência Fides, e atualizados em 20 de março de 2004, em 2003 perderam a vida de modo violento 36 entre Arcebispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos. Como sempre nos últimos anos, essa lista não inclui somente os missionários ad gentes mas todo o pessoal eclesiástico assassinado de forma violenta, ou que sacrificou a vida consciente do risco corrido, sem abandonar o próprio compromisso de testemunho e apostolado: são os “mártires da caridade”, como costuma chamá-los o Papa João Paulo II. Alguns destes “mártires” foram encontrados horas ou dias depois da morte, por vezes massacrados com outras pessoas com quem estavam ocasionalmente, ou que se haviam refugiado em suas paróquias ou colaboravam em seu empenho pastoral. Muitas vezes, foram vítimas – pelo menos, aparentemente – de agressões ou furtos perpetrados em contextos sociais de particular violência ou pobreza.
Pe. Dieudonné Mvuezolo-Tovo, da República Democrática do Congo, coordenador das escolas católicas da província de Bas, na República Democrática do Congo, assassinado no dia 11 de março de 2003, por um militar, ao longo da estrada que vai de Tshimpi a Matadi.
Pe. Nelson Gómez Bejarano, colombiano, 52 anos, pároco da Paróquia-Santuário da Medalha Milagrosa, em Armênia (Colômbia). Foi assassinado na casa paroquial, no dia 22 de março de 2003, durante uma tentativa de rapina.
Pe. Martin Macharia Njoroge, do Quênia, 34 anos, falecido no dia 11 de abril de 2003, no hospital de Nairóbi (Quênia), em conseqüência de uma agressão sofrida alguns dias antes, perpetrada por bandidos, na periferia da cidade. Os malfeitores o haviam obrigado a descer de seu carro, haviam disparado alguns tiros contra ele e lhe haviam roubado o veículo, abandonando-o pouco adiante. Ordenado sacerdote havia apenas 4 anos, era responsável pela Paróquia “São Francisco Xavier”, em Parklands. Um irmão de Pe. Martin, ele também sacerdote, fora assassinado em 2000.
Pe. Raphael Ngona, da República Democrática do Congo, assassinado com um tiro, no dia 6 de maio de 2003, nas dependências da sede da Diocese de Bunia, onde se encontrava temporariamente, tendo sido nomeado pároco de Drodro.
Três seminaristas menores seqüestrados em Lachor (Arquidiocese de Gulu, Uganda), na noite de 10 para 11 de maio de 2003. Os rebeldes do ERS (Exército de Resistência do Senhor) seqüestraram, no total, 41 jovens. Três deles foram assassinados, outros conseguiram fugir, e os demais estariam ainda nas mãos dos rebeldes.
Pe. Aimé Njabu e Pe. Francois Xavier Mateso, da República Democrática do Congo, encontrados mortos no dia 10 de maio de 2003, na Paróquia de Nyakasanza, na periferia de Bunia, o primeiro assassinado a golpes de machete, nos seus aposentos, e o segundo, a tiros, no jardim da Paróquia. Também as demais pessoas que se encontravam, naquele momento, na Paróquia, foram encontradas mortas.
Pe. Jairo Garavito, colombiano, 36 anos, assassinado no dia 15 de maio de 2003, por delinqüentes que invadiram a casa paroquial de Yerbabuena de Chia (região de Cundinamarca, Colômbia), com a finalidade de roubar. O sacerdote morreu asfixiado, porque os bandidos o agrediram, amarraram e amordaçaram.
Pe. Manus Campbell OFM, irlandês, assassinado no dia 21 de maio de 2003, por malfeitores que invadiram sua Paróquia, na periferia de Durban (África do Sul). Era missionário no país, há 45 anos.
Ana Isabel Sánchez Torralba, 22 anos, espanhola, voluntária do Voluntariado Missionário Calasanziano, que realizava sua primeira missão no exterior, foi assassinada na Guiné Equatorial (localidade de Mongomo), no dia 1° de julho de 2003, durante um controle da polícia.
Pe. George Ibrahim, paquistanês, 38 anos, assassinado a tiros, no dia 5 de julho de 2003, na sua Paróquia de“Nossa Senhora de Fátima”, na localidade de Renala Khurd, distrito de Okara (Paquistão) por homens armados que, de madrugada, penetraram no complexo paroquial.
Pe. Taddeo Gabrieli, OFM Capuchinhos, 73 anos, italiano, assassinado com duas facadas, no dia 19 de julho de 2003, em Imperatriz (estado do Maranhão, Brasil) por uma pessoa que ele queria ajudar e que, aparentemente, se encontrava sob efeito de álcool ou drogas. Ele dedicara toda a sua vida à missão e à evangelização.
Pe. Mario Mantovani, Missionário Comboniano, 84 anos, italiano, há 45 anos em Uganda, onde prestava assistência aos leprosos, e Ir. Godfrey Kiryowa, ugandense, 29 anos, ele também Comboniano, assassinados durante um roubo de gado, na estrada que vai de Capeto a Kotido (Uganda), no dia 14 de agosto de 2003.
Pe. Alphonse Kavendiambuku, da República Democrática do Congo (Diocese de Matadi), assassinado no dia 26 de agosto de 2003, em Kavuaya, província de Bas Congo, por cinco ex-militares que assaltaram o veículo no qual ele viajava, juntamente com outras duas pessoas: uma foi ferida e a outra nada sofreu.
Pe. Lawrence Oyuru, pároco de Ocero, Diocese dei Soroti, em Uganda, assassinado juntamente com outras 25 pessoas, numa emboscada dos rebeldes do ERS (Exército de Resistência do Senhor), perpetrada entre Soroti e Manasale, no dia 1° de setembro de 2003.
Pe. William de Jesús Ortez, 32 anos, nascido em Jucuapa (El Salvador) pároco da Catedral de Santiago, na Diocese de Santiago de Maria (El Salvador), assassinado a tiros, no interior da igreja, na noite de 5 de outubro de 2003. Também Jaime Noel Quintanilla, 23 anos, sacristão da igreja, foi assassinado juntamente com o sacerdote.
Annalena Tonelli, 63 anos, italiana, voluntária, atingida por tiros no dia 5 de outubro de 2003, quando se encontrava no seu hospital, em Borama (norte da Somália) onde há 33 anos desempenhava sua missão em favor da população local.
Pe. Sanjeevananda Swami, indiano, 52 anos, assassinado em Belur (distrito de Kolar, Diocese de Bangalore, Índia), no dia 7 de outubro de 2003, em conseqüência de uma agressão.
Pe. Saulo Carreño, 38 anos, originário de Guacamayas (Boyacá), pároco de Saravena (Arauca, Colômbia), assassinado a tiros, no dia 3 de novembro de 2003. Também uma funcionária do hospital local, que se encontrava no carro, com o sacerdote, Maritza Linares, foi assassinada. O assassinato de ambos _ obra de grupos que atuam nos limites da lei, para controlar essa zona petrolífera _ ocorreu próximo do Hospital Sarare, ao longo da estrada que liga Saravena a Fortul.
Pe. Henry Humberto López Cruz, originário do Líbano (Tolima), 44 anos, pároco em Villavicencio, capital da região de Meta, na Colômbia central, foi assassinado a punhaladas, na casa paroquial, na noite de 3 de novembro de 2003. Seu corpo, amarrado a uma cadeira, foi encontrado pela empregada doméstica.
Pe. José Rubín Rodríguez, colombiano, 51 anos, pároco de La Salina (Casanare, Colômbia) seqüestrato no dia 14 de novembro de 2003 e assassinado na zona rural de Tame (Arauca, Colômbia). Seu corpo foi encontrado no dia 21 de novembro de 2003.
Pe. José María Ruiz Furlan, 69 anos, guatemalteco, assassinado no domingo, 14 de dezembro de 2003, a tiros, pouco distante de sua Paróquia, em Cidade da Guatemala, numa zona pobre e popular da capital guatemalteca. Era muito conhecido entre a gente local, por sua apaixonada luta em defesa dos direitos humanos e por seu empenho em favor das classes menos favorecidas.
Pe. Anton Probst, 68 anos, alemão, dos Missionários Claretianos, assassinado na noite de 24 de dezembro de 2003, por malfeitores que penetraram no noviciado de Akono, na República de Camarões. Depois da Missa do Galo, ele estava retornando a seus aposentos, quando surpreendeu os ladrões, que o espancaram e amarraram, deixando-o exânime. Estava na República de Camarões há 11 anos, depois de ter transcorrido 24 anos na República Democrática do Congo.
Dom Michael Aidan Courtney, Núncio Apostólico em Burundi, irlandês, 58 anos, assassinado no dia 29 de dezembo de 2003, em Minago, 50 km ao sul da capital, Bujumbura. Quando retornava à capital, depois de uma visita pastoral, o veículo em que viajava foi alvejado por diversos tiros, que o atingiram mortalmente, ferindo um sacerdote que viajava com ele. Dom Courtney faleceu logo depois, no hospital de Bujumbura, sem ter recobrado os sentidos.(Agência Fides 20/3/2004)
Martirológio do ano 2003
1 Arzobispo
20 sacerdotes
3 religiosos
2 religiosas
3 seminaristas
1 catequista
3 voluntarios laicos
2 laicos.
Países de origem
África: 15 (7 R.D. Congo, 5 Uganda, 1 Kenya, 1 Sudan, 1 Nigeria)
América: 11 (6 Colombia, 2 El Salvador, 2 Venezuela, 1 Guatemala)
Europa: 8 (3 Italia, 2 Irlanda, 1 España, 1 Alemania, 1 Polonia)
Asia: 2 (1 Pakistán, 1 India).
Locais da morte
África: 22 (6 Uganda, 8 R.D. Congo, 1 Camerún, 1 Burundi, 1 Sudáfrica, 1 Guinea ecuatorial, 1 Somalia, 1 Kenya, 1 Nigeria, 1 Sudan)
América: 12 (6 Colombia, 2 El Salvador, 2 Venezuela, 1 Brasil, 1 Guatemala)
Asia: 2 (1 India, 1 Pakistán)
domingo, 14 de outubro de 2007
Doenças espirituais
As doenças espirituais que atingem todos são: ira, tristeza e acídia. São visíveis tanto nos iniciantes, como nos que já estão caminhando por mais tempo.
A ira é saudável, a ira de Deus é para nos ajudar, nos corrigir. Jesus é manso e humilde de coração, mas também pegou o chicote e expulsou o povo do templo. Ele é doce e suave, mas morreu numa cruz. Eles crucificaram Jesus porque Ele incomodava, tocava nas feridas das pessoas e amava.
As pessoas que querem leis para impedir os pais de educar seus filhos é uma vergonha.
Temos que saber usar a ira, ela é um dom de Deus. Ele nos deu a ira para nós odiarmos o mal e o pecado. Parem de ser pacifistas porque isso é artimanha de satanás. Eu por exemplo não quero ter armas, mas quero ter o direito de ter.
A tristeza também é um dom de Deus, serve para nós chorarmos e nos arrependermos de pecar, de ‘perder’ Deus. Mas as pessoas usam a tristeza para sofrer pelo pecado e sua destruição. Ai está a doença e a infelicidade, não choramos pelo Deus verdadeiro, mas pelos deuses falsos.
A tristeza está ligada a todas as outras doenças, seja pela gula, pelo dinheiro, pelo sexo. Porque não ficam satisfeitos, estão buscando felicidade onde não tem e aí vem a tristeza.
A acídia é uma doença que tem um caráter ambíguo, parece com a tristeza. O lema dessa doença é quando a pessoa: odeia o que tem e deseja o que não tem. A pessoa acídia não suporta o que é, não se aceita, não se perdoa.
A pessoa adulta que já construiu sua vida começa a reclamar, a rever o que fez e pensar no que podia ter feito, começa a questionar se ainda vai ser feliz, porque cria um sentimento de insatisfação e culpa os outros, porque esperou demais o que não era real. Mas as criaturas não são capazes de nos dá felicidade, infelizmente nós esperamos que ela venha aqui e agora. O mundo está cada vez mais doente de acídia.
Não podemos confiar muito nem em nós mesmos, porque temos uma inclinação para o pecado. O papa nos diz que temos que lutar sempre contra o mal, porque essa é nossa tendência.
Só iremos vencer todas essas doenças na ressurreição. Porque não acontecerá paraíso aqui na terra. Portanto temos que perseverar!
Padre Paulo Ricardoterça-feira, 9 de outubro de 2007
Vocação do catequista “Deus é tão bom que sempre nos dá uma nova oportunidade”. Ouvi esta frase outro dia quando ia ao Instituto onde faço o curso de Teologia. Durante o percurso fui refletindo sobre o chamado que Deus faz a cada um de nós, sobre a nova oportunidade que Ele nos dá a cada dia. De fato, Deus não dá segunda chance, Ele dá uma nova chance. Quando alguém dá uma segunda chance a outra pessoa, pode ser que não dê uma terceira, e aquela seja a última oportunidade que o outro tem de acertar. Com Deus a coisa é diferente, Ele não se cansa de dá uma nova oportunidade, porque o seu amor é ilimitado. Eis, portanto, a missão do catequista: anunciar com palavras e, sobretudo, ações, o amor infinito de Deus. De fato, é esse amor que nos impulsiona na missão a nós foi confiada. O catequista, portanto, deve ser um especialista no amor, porque é alguém que teve um encontro pessoal com Jesus Cristo e é comprometido com o seu projeto de construção e edificação do Reino. O catequista é chamado a ser testemunha de Jesus Cristo. Testemunhar não significa discursar sobre, mas viver intensamente o Evangelho configurando-se Àquele que primeiro nos amou e nos escolheu: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). Não se pode anunciar aquilo que ainda não se experimentou. O catequista precisa ter essa consciência de que a missão não é mérito seu, mas lhe foi confiada. Não se trata de realização pessoal, mas algo muito maior, ou seja, o catequista é um eleito de Deus para exercer esta vocação específica no seio da Igreja. Vocação esta que não pode ser vivida fora do contexto do amor. Infelizmente existem muitos catequistas que estão sempre reclamando de tudo e de todos, principalmente de seus próprios catequizandos, “ninguém quer saber de nada...”. Vivem dando ultimatos às crianças e adolescentes: “se vocês não fizerem vocês vão vê...”. Com freqüência ameaçam abandonar a pastoral, “só vou ficar mais este ano, porque já não agüento mais...” e por aí vai. Não são felizes! O catequista não pode ser alguém infeliz. Na Carta aos Gálatas encontramos o resumo de como deve ser a vida do catequista: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2,20). Os catequizandos precisam enxergar isso nos seus catequistas, através de suas ações e não apenas de suas palavras. O catequista precisa deixar-se seduzir a cada dia por Deus e envolver-se por seu amor infinito, ao ponto de já não viver por si mesmo, mas por Cristo. Desta forma, encarnando o Evangelho em sua vida, o catequista conseguirá atrair os seus catequizandos para Cristo, numa adesão incondicional ao projeto de Jesus. E sua alegria será infinita, porque sabe que apesar das suas limitações Deus continua agindo no mundo por meio dele, oferecendo sempre uma nova oportunidade à humanidade. |
O Mal Existe?
O texto abaixo trata de uma discussão ocorrida numa aula do Curso de MBA Executivo Gestão em Serviços da UFPE.
Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
- Sim, fez!
- Deus fez tudo, mesmo?
- Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
- Sem dúvida - respondeu o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe.
Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu:
- Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus
diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.
Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço?
Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo?
Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu:
- O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal.
Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há
luz".
CONFISSÃO
O penitente diz a saudação habitual e se benze.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
In nómine Pátris, et Fílii, et Spíritus Sancti. Amen.
O sacerdote diz:
O Senhor esteja em teu coração, para que, arrependido, confesses os teus pecados.
Dóminus sit in corde tuo, ut ánimo contrito confitearis peccata tua.
Amém.
Amen.
O sacerdote ou o penitente pode ler ou dizer de cor algumas palavras da Sagrada Escritura sobre a misericórdia de Deus e o arrependimento, por ex.:
Senhor, Tu sabes tudo: Tu sabes que eu Te amo
Dómine, Tu ómnia nosti; Tu scis quia amo Te
O penitente se acusa dos seus pecados. O sacerdote dá os conselhos oportunos e impõe a penitência. O sacerdote convida o penitente a manifestar a contrição.
O penitente pode dizer, por exemplo:
Senhor Jesus, Filho de Deus, tende piedade de mim, que sou um pecador.
Dómine Iesu, Fili Dei, miserere mei peccatoris.
O sacerdote dá a absolvição:
Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de Seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E EU TE ABSOLVO DOS TEUS PECADOS, EM NOME DO PAI, E DO FILHO X E DO ESPÍRITO SANTO.
Deus, Pater misericordiarum, qui per mortem et resurrectionem Fílii sui mundum sibi reconciliavit et Spíritum Sanctum effudit in remissionem peccatorum, per ministerium Ecclésiæ indulgéntiam tibi tríbuat et pacem. Et EGO TE ABSOLVO A PECCATIS TUIS, IN NOMINE PATRIS, ET FILII, X ET SPIRITUS SANCTI.
Amém.
Amen.
O sacerdote prossegue:
Pássio Dómini nostri Iesu Christi, intercéssio beatæ Mariæ Vírginis et ómnium Sanctorum, quidquid boni féceris et mali sustinúeris, sint tibi in remédium peccatorum, augmentum grátiæ et praémium vitæ æternæ. Vade in pace.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
terça: 02 de outubro de 2007
O Papa João Paulo II convocou a Igreja dos cinco Continentes para reunir-se em Sínodo, a partir de sua respectiva história e prática religiosa, em vista de sua missão, na perspectiva do Jubileu do Ano 2000. Sínodo: “Trata-se de uma prática bastante comum na Igreja, em determinadas épocas. Um sínodo reunia representantes de dioceses de um mesmo país ou de uma região, conforme as necessidades. Essa prática, que caiu em desuso com o tempo, foi retomada pelo Concílio Vaticano II, com um grande sonho: fazer a passagem de um modo centralizado de exercício do poder na Igreja para outro, mais participativo. Paulo VI queria que as grandes decisões da Igreja não fossem tomadas exclusivamente pelo papa, e sim em conjunto com bispos de todo o mundo”. Dessa maneira, há dez anos, realizou-se, em Roma, no período de 16 de novembro a 12 de dezembro de 1997, o Sínodo continental da América, com este tema: “Encontro com Jesus Cristo vivo, caminho para a conversão, a comunhão e a solidariedade na América”.
“Jesus Cristo, rosto humano de Deus e rosto divino do homem”. Essa bela e profunda expressão da Cristologia se encontra na Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Ecclesia in América”, promulgada pelo Papa João Paulo II, no dia 22 de janeiro de 1999, assumindo as proposições dos “padres sinodais”. Escreve o Papa: “Jesus Cristo é a ‘boa nova’ da salvação comunicada aos homens de ontem, de hoje e de sempre; mas, ao mesmo tempo, Ele é também o primeiro e supremo evangelizador. (...) A Igreja deve colocar o centro da sua atenção pastoral e da sua ação evangelizadora em Cristo crucificado e ressuscitado. ‘Tudo o que se projeta no campo eclesial deve partir de Cristo e do seu Evangelho’. (...) Por isso, ‘a Igreja na América deve falar cada vez mais de Jesus Cristo, rosto humano de Deus e rosto divino do homem. É este anúncio que verdadeiramente mexe com os homens, que desperta e transforma os ânimos, ou seja, que converte. É preciso anunciar Cristo com alegria e fortaleza, mas sobretudo com o testemunho da própria vida’. Cada cristão poderá cumprir eficazmente a sua missão, na medida em que assumir a vida do Filho de Deus feito homem como o modelo perfeito da sua ação evangelizadora. A simplicidade do seu estilo e as suas opções devem ser regras para todos na obra da evangelização.”
Rosto humano de Deus: ao assumir a condição humana, Jesus Cristo não deixou de ser Deus. É o mistério da kénosis, como escreve São Paulo na Carta aos Filipenses: “Ele existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte – e morte de cruz!” (Fl 2,6-8) Kénosis significa “Esvaziamento, aniquilamento, despojamento de Cristo na Encarnação.” À luz da Cristologia paulina, é possível fazer o “exame da vida humana de Jesus Cristo.” “O Filho permanece Deus, mas despojou-se de sua glória. (…) Cristo feito homem despojou-se não da natureza divina, mas da glória que tinha, na eterna existência.”
A humanidade de Cristo se revelou nas linguagens que cada um conhece, como experiência pessoal: desenvolvimento físico e psicológico, empatia no sofrimento e na alegria, poder, fraqueza, família, convivência, trabalho e tantas outras porque, segundo a Carta aos Hebreus, “ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, sem todavia pecar.” (Hb 4,15) Por sua humanização, Jesus se tornou histórico, passando a habitar na tenda da provisoriedade, com todas as características daquilo que é terrestre e temporal. Em razão de sua kénosis, Jesus Cristo, rosto humano de Deus, continua muito próximo de nós!
domingo, 7 de outubro de 2007
O Poder da Palavra de Deus (II Tim 3,14-17)
Segura na mão de Deus e vai
Se as tristezas desta vida quiserem te sufocar
Segura na mão de Deus e Vai
Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus
Pois ela, ela te sustentará
Não temas segue adiante e não olhes para atrás
Segura na mão de Deus e vai
Se a jornada é pesada e te cansas da caminhada
Segura na mão de Deus e vai
Orando, jejuando, confiando e confessando
Segura na mão de Deus e vai
Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus
Pois ela, ela te sustentará
Não temas segue adiante e não olhes para trás
Segura na mão de Deus e vai
O Espírito do Senhor sempre te revestirá
Segura na mão de Deus e vai
Jesus Cristo prometeu que jamais te deixará
Segura na mão de Deus e vai
Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus
Pois ela, ela te sustentará
Não temas segue adiante e não olhes para trás
Segura na mão de Deus e vai
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