segunda-feira, 21 de abril de 2008

Igreja Católica

A Igreja Católica é a maior Igreja do Cristianismo, com mais de um bilhão de fiéis.

A Igreja define-se pelas palavras do Credo, como:

« una » porque nela subsiste a única instituição verdadeiramente fundada e encabeçada por Cristo para reunir o povo de Deus, porque tem como alma o Espírito Santo, que une todos os fiéis na comunhão em Cristo e porque tem uma só fé, uma só vida sacramental, uma única sucessão apostólica, uma comum esperança e a mesma caridade;
« santa » porque é a Noiva de Cristo "se tornará Esposa quando se derem as bodas celestiais" (Cristo entregou-se por ela), por sua ligação única com Deus, o seu autor, e que visa, através dos sacramentos, santificar, purificar e transformar os fiéis;
« católica » porque é universal, espalhada por toda a Terra, portadora da integralidade e totalidade do depósito da fé e nela está presente Cristo ("Onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja Católica", citação de Santo Inácio de Antioquia);
« apostólica » porque ela é fundamentada na doutrina dos apóstolos cuja missão recebeu sem ruptura.

A Igreja Católica é constituída por 23 Igrejas autônomas (sui juris), em ligação umas com as outras e subordinadas ao Papa que também é o Bispo de Roma, também chamado de Vossa Santidade, Sucessor do Apóstolo de Pedro e Vigário de Cristo, na sua qualidade de Sumo Pontífice da Igreja Universal (Católica), segundo a doutrina tradicional católica. Estas igrejas, dentro da sua autonomia, professam a mesma doutrina e fé, salvaguardada na sua integridade e totalidade pelo Papa. Mas, elas possuem diferentes particularidades histórico-culturais, uma tradição teológica e litúrgica diferentes e uma estrutura e organização territorial separadas.

A Igreja Católica é muitas vezes confundida com a Igreja Católica Latina, uma das 23 Igrejas autónomas da Igreja Católica.

O atual Papa é Bento XVI (nome de batismo Joseph Ratzinger) eleito em 19 de Abril de 2005. O Papa também é conhecido como sucessor do apóstolo Pedro, sendo este o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja Universal. O Papa é o vigário de Cristo, cabeça do colégio dos Bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual, por instituição divina, teria poder, pleno, supremo, imediato e universal.

A história da Igreja Católica cobre um período de aproximadamente dois mil anos, é uma das mais antigas instituições religiosas em atividade, influindo no mundo em aspectos espirituais-religiosos, morais, políticos e sócio-culturais.

A Igreja Católica acredita ter sido fundada por Cristo e os católicos crêem que a Igreja está alicerçada sobre o Apóstolo Pedro, a quem Cristo prometeu o Primado: "sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" e "Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus" (cf. Mt 16, 17-20) e depois da ressurreição o confirmou: "apascenta os meus cordeiros" (cf. Jo. 21, 15-17) e que teria apontado Pedro, e o seus sucessores como fundamento e cabeça visível de toda a Igreja.

A doutrina tradicional da igreja católica instituiu o que se chama de dogmas, sendo um dos mais importantes o dogma da Santíssima Trindade. Este dogma professa que Deus é simultaneamente uno (porque só existiria um Deus) e trino (porque estaria pessoalizado em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A doutrina professa também a divindade de Jesus, que seria a segunda pessoa da Trindade, e que a salvação é através da fé em Jesus Cristo e por amar a Deus acima de todas as coisas.

A doutrina Católica está expressa e resumida no Catecismo da Igreja Católica.

A doutrina católica professa que a Igreja constitui o Corpus Mysticum, em que Cristo seria a cabeça e os fiéis membros deste corpo único, inquebrável e divino para reunir toda a humanidade e antecipar a vida no Reino de Deus, caminhando juntos para a santidade. A doutrina católica professa que os cristãos não-católicos também pertencem, apesar de um modo imperfeito, ao Corpo Místico, visto que tornaram-se uma parte inseparável Dele através do Baptismo.

Os pontos de vista católicos diferem dos ortodoxos em alguns pontos, incluindo a natureza do Ministério de S. Pedro (o Papado), a natureza da Trindade e o modo como ela deve ser expressa no Credo Niceno-Constantinopolitano, e o entendimento da salvação e do arrependimento. Os católicos divergem dos protestantes em vários pontos, incluindo a necessidade da penitência, o significado da comunhão, a composição do Cânone das Escrituras, o purgatório e o modo como se atinge a salvação:

Os protestantes acreditam que a salvação se atinge apenas através da fé (sola fide), ao passo que os católicos acreditam que a fé deve ser expressa também através das boas obras. Esta divergência levou a um conflito sobre a doutrina da justificação (na Reforma ensinava-se que "nos justificamos apenas pela fé"). O diálogo ecuménico moderno levou a alguns consensos sobre a doutrina da justificação entre os católicos e os luteranos, anglicanos e outros.


Os Dez Mandamentos da Lei de Deus

Existem várias representações dos Dez Mandamentos (a Lei de Deus) devido à diversidade de traduções existentes. Aqui está uma representação inspirada no Livro do Êxodo (c. 20), embora com algumas adaptações, da versão de João Ferreira de Almeida (Ver no Wikisource):

  • 1º Amar a Deus sobre todas as coisas.
  • 2º Não tomar o Seu Santo Nome em vão.
  • 3º Guardar domingos e festas de guarda.
  • 4º Honrar pai e mãe.
  • 5º Não matar.
  • 6º Não pecar contra a castidade.
  • 7º Não roubar.
  • 8º Não levantar falso testemunho.
  • 9º Não desejar a mulher do próximo.
  • 10º Não cobiçar as coisas alheias.

ou ainda:

  • 1º Não terás outros Deuses diante de mim.
  • 2º Não farás para ti imagem de escultura.
  • 3º Não usar o santo nome de Deus em vão.
  • 4º Lembra-te do dia de Sábado para o santificar.
  • 5º Respeite seu pai e sua mãe.
  • 6º Não matarás.
  • 7º Não adulterarás.
  • 8º Não furtarás.
  • 9º Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
  • 10º Não cobiçar as coisas alheias.

Aqui está mais uma versão, ensinada actualmente na catequese de língua portuguesa da Igreja Católica:

  • 1º Amar a Deus sobre todas as coisas.
  • 2º Não invocar o Santo Nome de Deus em vão.
  • 3º Guardar domingos e festas de guarda.
  • 4º Honrar pai e mãe.
  • 5º Não matar.
  • 6º Guardar castidade nas palavras e nas obras.
  • 7º Não roubar.
  • 8º Não levantar falsos testemunhos.
  • 9º Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
  • 10º Não cobiçar as coisas alheias.

Dentro da fé católica, os sacramentos são gestos e palavras de Cristo que concedem graça santificadora sobre quem os recebe. A Igreja Católica tem sete sacramentos:

  • Batismo é dado às crianças e a convertidos adultos que não tenham sido antes batizados validamente (o batismo da maior parte das igrejas cristãs é considerado válido pela Igreja Católica visto que se considera que o efeito chega diretamente de Deus independentemente da fé pessoal, embora não da intenção, do sacerdote).
  • Confissão ou Penitência ou Reconciliação envolve a admissão de pecados perante um padre e o recebimento de penitências (tarefas a desempenhar a fim de alcançar a absolvição ou o perdão de Deus).
  • Eucaristia (Comunhão) é o sacrifício de Cristo marcado pela partilha do Corpo de Cristo e do Sangue de Cristo que se considera que substituem em tudo menos na aparência o pão e o vinho utilizados na celebração. A crença católica romana de que pão e vinho são transformados no Corpo e no Sangue de Cristo chama-se transubstanciação.
  • Na Confirmação ou Crisma, o presente do Espírito Santo que é dado no baptismo é "fortalecido e aprofundado" (veja o Catequismo da Igreja Católica, para. 1303) através da imposição de mãos e da unção com óleo. Na maior parte das igrejas de Rito latino, este sacramento é presidido por um bispo e tem lugar no início da idade adulta. Nas Igrejas Católicas Orientais o sacramento do Crisma é geralmente executado por um padre imediatamente depois do baptismo.
  • Sagrado matrimónio.
  • As Ordens Sagradas recebem-se ao entrar para o sacerdócio e, no rito latino (ou ocidental), envolvem um votocastidade enquanto que nos ritos orientais, os homens casados são admitidos como padres diocesanos, mas não como bispos ou padres monásticos. Em raras ocasiões, permitiu-se que padres casados que se converteram a partir de outros grupos cristãos fossem ordenados no rito ocidental. No rito ocidental, os homens casados podem ser ordenados diáconos permanentes, mas não podem voltar a casar se a esposa morrer ou se for declarada a nulidade do casamento. O sacramento das Ordens Sagradas é dado em três graus: o do diácono (desde Vaticano II um diácono permanente pode ser casado antes de se tornar diácono), o de sacerdote e o de bispo. de
  • A Unção dos enfermos era conhecida como "extrema unção" ou "último sacramento". Envolve a unção de um doente com um óleo sagrado abençoado especificamente para esse fim e já não está limitada aos doentes graves e aos moribundos.

Cinco Mandamentos da Igreja Católica

  1. Participar da Missa aos Domingos e outras festas de guarda, ficando livre de trabalhos e de actividades que pudessem impedir a santificação desses dias.
    Na maior parte dos países ocidentais católicos os dias santos de guarda são:
    Santa Maria, Mãe de Deus - 1 de janeiro
    Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) - data variável entre maio e junho: 1ª quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade
    Imaculada Conceição de Maria - 8 de dezembro
    Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo - 25 de dezembro
  2. Confessar-se ao menos uma vez por ano.
  3. Receber o sacramento da Eucaristia, pelo menos pela Páscoa.
  4. Abster-se de comer carne e observar o jejum nos dias estabelecidos pela Igreja.
    Dias de jejum: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa.
    Dias de abstinência de carne: sextas-feiras da Quaresma.
  5. Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades
    Estes cinco mandamentos, na sua forma atual, foram promulgados em 2005 pelo Papa Bento XVI, quando suprimiu o termo "dízimos" do quinto mandamento (pagar dízimos conforme o costume), cujo sentido real era, obviamente, contribuição, não taxação.

    Estrutura e Cargos


A Igreja Católica tem uma estrutura hierarquizada. O seu Chefe é o Papa, Sumo Pontífice da Igreja Católica Universal. A expressão "Santa Sé" significa o conjunto do Papa e dos dicastérios da Cúria Romana, que o ajudam no governo de toda a Igreja. O Papa é eleito, aconselhado e assistido pelo Colégio dos Cardeais, conhecidos também como Príncipes da Igreja. Na Igreja latina e em algumas das orientais, só o Papa pode designar os membros da Hierarquia da Igreja acima do nível de presbítero. Todos os membros da hierarquia respondem perante o Papa e a sua corte papal, chamada de Cúria Romana.

A autoridade do Papa vem da fé de que ele é o sucessor directo do Apóstolo Simão Pedro, conforme o Evangelho de Mateus 16,18-19 , chamado Príncipe dos Apóstolos, e, como tal, o Vigário de Cristo na Terra. A Igreja tem uma estrutura hierárquica de títulos que são, em ordem descendente:

  • Papa, líder da Igreja Católica (ou Igreja Universal) e também Bispo de Roma, possuidor do Pastoreio de todos os cristãos, concedido por Nosso Senhor Jesus Cristo. A sucessão dos Papas, desde Pedro, possuiu sua sede em Roma, a chamada cátedra de Pedro. Por isso, o Papa (Bispo de Roma), herda toda autoridade (Jurisdição Universal) depositada nessa cátedra e além de Bispo de Roma, é também Chefe de toda a Igreja Universal, exercendo assim o Pastoreio Universal. Os que o assistem e aconselham na liderança da Igreja são os Cardeais. Aos papas, no seio da Igreja Católica, atribui-se infalibilidade, desde o Concílio Vaticano I, em 1870. Por essa prerrogativa, as decisões papais em questões de fé e costumes são infalíveis.[4]
  • Patriarcas são normalmente títulos possuídos pelos líderes das Igrejas Católicas Particulares Orientais sui juris, que, com os seus sínodos, constituem a instância suprema para todos os assuntos dos Patriarcados Orientais, não excluído o direito de constituir novas eparquias e de nomear Bispos do seu rito dentro dos limites do território patriarcal, salvo o direito inalienável do Romano Pontífice de intervir em cada caso. Estes patriarcas são eleitos pelos respectivos sínodos das Igrejas Orientais e depois reconhecidos pelo Papa. Mas alguns dos grandes arcebispos da Igreja Latina também são chamados Patriarcas; entre estes contam-se o Arcebispo de Lisboa e o Arcebispo de Veneza, mas eles não têm o poder que os Patriarcas Orientais possuem;
  • Bispos (Arcebispo e Bispo Sufragário): são os sucessores directos dos doze apóstolos. Receberam o todo do sacramento da Ordem;
  • Presbítero (Monsenhor é um título honorário para um presbítero, que não dá quaisquer poderes sacramentais adicionais): colaboradores dos bispos, que não o mesmo nivel de jurisdição completa sobre os fiéis.
  • Diácono: possui o primeiro grau do Sacramento da Ordem. É ordenado não para o sacerdócio, mas para o serviço da caridade da proclamação da Palavra de Deus e da liturgia. Auxilia directamente os presbíteros e bispos. Os ministros aqui citados fazem parte do clero.

Existem ainda funções menores: Leitor, Ministro Extraordinário da Comunhão eucarística, Ministro da Palavra e Acólito (desde o Concílio Vaticano Segundo, o cargo de sub-diácono deixou de existir).Estas funções tomados em conjunto não fazem parte do clero, pois são conferidas aos leigos, uma vez que, para entrar para o sacerdócio, é preciso ao cristão receber as Ordens Sagradas. As ordens religiosas têm a sua própria hierarquia e títulos específicos.

O Papa é eleito pelo Colégio dos Cardeais (o processo de eleição, que tem lugar na Capela Sistina, é chamado Conclave). Cada Papa continua no cargo até a sua morte ou até que abdique (o que aconteceu poucas vezes, e nunca desde a Idade Média).

O Colégio dos Cardeais é um conjunto de bispos católicos que são conselheiros especiais do Papa. Um presbítero (padre) pode ser nomeado Cardeal, desde que se "distinga em fé, moral e piedade". Se um cardeal que ainda não tiver sido ordenado bispo for eleito Papa, deverá receber a ordenação episcopal mais tarde. (ver a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis[1]) Todos os cardeais com menos de 80 anos têm o direito de votar para eleger um novo papa depois da morte do seu predecessor. Os escolhidos para serem cardeais são quase sempre bispos, mas no entanto o Papa concedeu no passado a presbíteros destacados (por exemplo, a teólogos) lugares de membro do Colégio, após ultrapassarem a idade eleitoral. A cada cardeal é atribuída uma igreja ou capela (e daí a classificação em bispo cardeal, padre cardeal e diácono cardeal) em Roma para fazer dele membro do clero da cidade. Muitos dos cardeais servem na cúria, que assiste o Papa na administração da Igreja. Todos os cardeais que não são residentes em Roma são bispos diocesanos.

Organização por região

A unidade geográfica e organizacional fundamental da Igreja Católica é a diocese (chamada eparquia nas Igrejas Orientais). Estas correspondem geralmente a uma área geográfica definida, centrada numa cidade principal, e é chefiada por um bispo. A igreja central de uma diocese recebe o nome de catedral, da cátedra, ou cadeira, do bispo, que é um dos símbolos principais do seu cargo. Dentro da diocese ou eparquia, o bispo exerce aquilo que é conhecido como poder ordinário, ou seja, autoridade própria, não delegada por outra pessoa. (Os membros de algumas ordens religiosasarquidioceses ou arquieparquias e são chefiadas por um arcebispo metropolitano. Em grandes dioceses (ou eparquias) e arquidioceses (ou arquieparquias), o bispo é frequentemente assistido por bispos auxiliares, bispos integrais e membros do Colégio dos Bispos não designados para chefiá-las. Arcebispos, bispos sufragários (designação frequentemente abreviada simplesmente para "bispos"), e bispos auxiliares, são igualmente bispos; os títulos diferentes indicam apenas que tipo de unidade eclesiástica chefiam. Muitos países têm vicariatos que apoiam as suas forças armadas (ver Ordinariato Militar). são semi-independentes das dioceses a que pertencem; o superior religioso da ordem exerce jurisdição ordinária sobre eles.) Embora o Papa nomeie bispos e avalie o seu desempenho, e exista uma série de outras instituições que governam ou supervisionam certas actividades, um bispo tem bastante independência na administração de uma diocese ou eparquia. Algumas dioceses ou eparquias, geralmente centradas em cidades grandes e importantes, são chamadas

Quase todas as dioceses ou eparquias estão organizadas em grupos conhecidos como províncias eclesiásticas, cada uma das quais era chefiada por um arcebispo metropolitano. Existem também as conferências episcopais, geralmente constituídas por todas as dioceses de um determinado país ou grupo de países. Estes grupos lidam com um vasto conjunto de assuntos comuns, incluindo a supervisão de textos e práticas litúrgicas para os grupos culturais e linguísticos da área, e as relações com os governos locais. A autoridade destas conferências para restringir as actividades de bispos individuais é limitada. As conferências episcopais começaram a surgir no princípio do século XX e foram oficialmente reconhecidas no Concílio Vaticano Segundo, no documento Christus Dominus.

As dioceses ou eparquias são divididas em distritos locais chamados paróquias. Todos os católicos devem frequentar e sustentar a sua igreja paroquiana local. Ao mesmo tempo que a Igreja Católica desenvolveu um sistema elaborado de governo global, o catolicismo, no dia a dia, é vivido na comunidade local, unida em prece na paróquia local. As paróquias são em grande medida auto-suficientes; uma igreja, freqüentemente situada numa comunidade pobre ou em crescimento, que é sustentada por uma diocese, é chamada "missão".

A Igreja Católica sustenta muitas ordens (grupos) de monges, não necessariamente ordenados, e freiras que vivem vidas especialmente devotadas a servir Deus. São pessoas que se juntaram sob um determinado sistema a fim de atingir a perfeita comunhão com Deus.

Liturgia e Prece

O ato de prece mais importante na Igreja Católica é a liturgia Eucarística, normalmente chamada Missa. A missa é celebrada todos os domingos de manhã na maioria das paróquias Católicas; no entanto, os católicos podem cumprir as suas obrigações dominicais se forem à missa no sábado à noite. Os católicos devem também rezar missa cerca de dez dias adicionais por ano, chamados Dias Santos de Obrigação. Missas adicionais podem ser celebradas em qualquer dia do ano litúrgico, excepto na Sexta-feira Santa, pois neste dia não celebra-se a Missa em nenhuma igreja católica do mundo. Muitas igrejas têm missas diárias. A missa é composta por duas partes principais: a Liturgia da Palavra e a Liturgia da Eucaristia. Durante a Liturgia da Palavra, são lidas em voz alta uma ou mais passagens da Bíblia, acto desempenhado por um Leitor (um leigo da igreja) e pelo padre ou diácono. O padre ou diácono lê sempre as leituras do Evangelho. Depois de concluídas as leituras, é feita a homilia por um padre ou diácono. Nas missas rezadas aos domingos e dias de festa, é professado por todos os católicos presentes o Credo, que afirma as crenças ortodoxas do catolicismo. A Liturgia da Eucaristia inclui a oferta de pão e vinho, a Prece Eucarística, durante a qual o pão e o vinho se transformam na Carne e Sangue de Cristo, e a procissão da comunhão.

O Mistério de Cristo, sua Encarnação e sua Páscoa, que celebramos na Eucaristia, especialmente na assembléia dominical, penetra e transfigura o tempo de cada dia pela celebração da Liturgia das Horas, “o Ofício Divino” Esta celebração, em fidelidade às recomendações apostólicas de “orar sem cessar”, “está constituída de tal modo que todo o curso do dia e da noite seja consagrado pelo louvor de Deus” Ela constitui “a oração pública da Igreja”, na qual os fiéis (clérigos, religiosos e leigos) exercem o sacerdócio régio dos batizados. Celebrada “segundo a forma aprovada” pela Igreja, a Liturgia das Horas “é verdadeiramente a voz da própria esposa que fala com o esposo, e é até a oração de Cristo, com seu corpo, ao Pai”. A Liturgia das Horas é destinada a tornar-se a oração de todo o povo de Deus. Nela, o próprio Cristo “continua a exercer sua função sacerdotal por meio de sua Igreja”; cada um participa dela segundo seu lugar próprio na Igreja e segundo as circunstâncias de sua vida: os presbíteros, enquanto dedicados ao ministério da palavra; os religiosos e as religiosas, pelo carisma de sua vida consagrada; todos os fiéis, segundo suas possibilidades: “Os pastores de almas cuidarão que as horas principais, especialmente as vésperas, nos domingos e dias festivos mais solenes, sejam celebradas comunitariamente na Igreja. Recomenda-se que os próprios leigos recitem o Ofício divino, ou juntamente com os presbíteros, ou reunidos entre si, e até cada um individualmente”. Celebrar a Liturgia das Horas exige não somente que se harmonize a voz com o coração que reza, mas também “que se adquira um conhecimento litúrgico e bíblico mais rico, principalmente dos Salmos”. Os hinos e as ladainhas da Oração das Horas inserem a oração dos salmos no tempo da Igreja, exprimindo o simbolismo do momento do dia, do tempo litúrgico ou da festa celebrada. Além disso, a leitura da Palavra de Deus a cada hora (com os responsos ou os tropários que vêm depois dela) e, em certas horas, as leituras dos Padres da Igreja e dos mestres espirituais revelam mais profundamente o sentido do mistério celebrado, ajudam na compreensão dos salmos e preparam para a oração silenciosa. A lectio divina, em que a Palavra de Deus é lida e meditada para tornar-se oração, está assim enraizada na celebração litúrgica. A Liturgia das Horas, que é como que uma antecipacão para a celebração eucarística, preparando o fiel a participar da liturgia eucarística, não exclui, mas requer de maneira complementar as diversas devoções do Povo de Deus, particularmente a adoração e o culto do Santíssimo Sacramento.


O Concílio Vaticano II (CVII), XXI Concílio Ecumênico da Igreja católica, foi aberto sob o papado de João XXIII no dia 11 de outubro de 1962 e terminado sob o papado de Paulo VI em 8 de dezembro de 1965. Nestes três anos, com grande abertura intelectual se discutiu e regulamentou temas pertinentes à Igreja católica, sempre visando a um melhor entendimento de Cristo junto à realidade vigente do homem moderno. Este melhor entendimento de Cristo, foi e é a verdadeira hermenêutica do CVII. Hermenêutica que nos dá o verdadeiro espírito do CVII e todos os concílios ecumênicos da Igreja católica. Na homilia de abertura do CVII aos padres conciliares, o Papa da época expõe sua intenção: “Procuremos apresentar aos homens de nosso tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus de tal maneira que eles a possam compreender e a ela espontaneamente assentir. Pois somos Pastores...” (João XXIII, 1962)[1]

O resultado desta procura pela verdade de Deus é sempre um melhor entendimento não só de Deus, mas também de todas as coisas do mundo. Um melhor entendimento, porem, não necessariamente implica em uma negação do que já se sabia. Assim, o CVII com seus resultados não marcou uma ruptura com o passado negando o que já se sabia, muito menos um afastamento das coisas presentes. Mas antes, João Paulo II, o grande, claramente ensina que “... graças ao sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o patrimônio da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos desafios da nossa época.” (JOÃO PAULO II, 1995) [2]

Sobre a dimensão doutrinal do CVII

Trata-se do primeiro Concílio que resolveu não promulgar nem definir. Foi um Concílio pastoral, não doutrinal, com o fim de encontrar novas soluções práticas para o cumprimento no terreno da mesma Doutrina da Igreja (dimensão pastoral). Não é dogmático embora tenha tratado de demonstrar-se pastoralmente sobre as temáticas dogmáticas. O valor do Concílio é a pastoralidade que deve servir fielmente a Doutrina e a Tradição da Igreja. O Papa lembrou no seu discurso do dia 22 de Dezembro de 2005 que há duas interpretações sobre este Concílio e que aqueles que olham o Concílio como uma não continuidade na tradição corre o risco de estar a criar um clima de ruptura com a Igreja. Depois dessa data muito foi melhorando na Igreja relativamente ao Concílio, pois muitos tinham aproveitado para cortar com os Concílios anteriores e fazer do CVII um "super-dogma" pelo qual a igreja se deveria reger. As propostas do CVII não podem ser confundidas com Doutrina ,mas sim, devem ser entendidas como aplicações praticas sob a luz da Doutrina. Trata-se do primeiro Concílio em que um católico não é obrigado por Fé a aceitar (pois não definiu nem promulgou infalivelmente alguma coisa).

Sobre o amor que o católico deve ter para com o CVII

Conhecer e amar a Igreja, para o católico, significa conhecer e amar a Cristo em Seu Corpo místico, assim como nos ensina Paulo VI, quando ele diz que “...amar a Igreja significa amar a Jesus Cristo, uma vez que a Igreja é Seu próprio Corpo místico.” (cf. PAULO VI, 196? apud FELIPE AQUINO)[3]

Considerando agora que um melhor conhecimento de alguma coisa, sempre possibilita um amor mais perfeito desta tal coisa, se entende também que um melhor conhecimento da Igreja, conduzirá a um amor mais perfeito para com a Igreja. Ora, os concílios ecumênicos católicos são a forma mais clara de se conhecer a Igreja católica uma vez que eles são a proclamação, disciplinar e dogmática, infalível da Igreja católica para determinada época da história. Assim, amando os concílios ecumênicos católicos e seus ensinamentos, ama-se de modo mais perfeito Aquela que os proclamou, a saber, a Igreja católica. As definições infalíveis e dogmáticas não são temporais, ou seja, dentro ou fora de um Concílio elas plasmam verdades imutáveis que fazem parte do depósito da Fé, Fé que é a crença nas Verdade reveladas e como tal o objecto da Fé é o conhecimento dessas mesmas verdades (Fé que é assistida pela graça). As verdades de Fé não têm possibilidade de evoluir ou regredir, embora elas sejam declaradas por força de circunstâncias temporais. Mas, como minha capacidade lógica é risível, eu produzo esta peça infeliz de literatura. E Deus disse: "Como tu escreves mal, moleque!".

Agora, entre todos os concílios ecumênicos católicos, o CVII foi o único que refletiu globalmente sobre a própria Igreja, visto que se tratou somente da dimenção pastoral, possibilitando ao católico conhecer melhor Aquilo que a própria Igreja é nesta bela dimenção. Neste contexto, o CVII é realmente um super concílio em números, pois os tempos forneceram possibilidades de viagens constantes e de movimentação dos média. Assim, quando o católico ama o CVII e seus ensinamentos, ele expressa melhor seu amor para com a própria Igreja, embora estes enssinamentos sejam apenas indicações pastorais e não ensinamentos prorpiamente ditos, diriamos antes que são forma de apontar a Doutrina da Igreja. Para o nosso tempo e de forma superabundante, conhecer o CVII é conhecer a Igreja Católica? Não, pois a Igreja é maior que todos os Concílios junto e não pode afirmar-se que ama-lo é ama-lA. (cf. JOÃO PAULO II, 1995) [2]

Sobre o entendimento que o católico deve ter para com o CVII

Depois de 40 anos do encerramento do CVII, em 2005, a expressão do Papa Bento XVI, é de gratidão: “Quarenta anos depois do Concílio podemos realçar que o positivo é muito maior e mais vivo do que não podia parecer na agitação por volta do ano de 1968. Hoje vemos que a boa semente, mesmo desenvolvendo-se lentamente, cresce todavia, e cresce também assim a nossa profunda gratidão pela obra realizada pelo Concílio.”(BENTO XVI, 2005) [4]

E toda essa gratidão e reconhecimento dos frutos do CVII, se dá no bom católico que quando dócil à Fé que Cristo lhes concedeu, se subjuga à Tradição-Católica se subjugando à “Inteligência” da Igreja. Esta Inteligência de Cristo-Igreja é a Tradição-Católica que se expressa verbalmente em Seus ensinamentos, através do vigário de Cristo cá na terra, o Papa. Assim, é a Igreja católica, através do Papa, que quando se expressando, dá ao católico o entendimento da “justa chave de leitura e de aplicação” do CVII e inclusive de todos os documentos passados da Igreja. (conf. Msgr. GEORGE AGIUS, 1928)[5]

...se [...] lemos e recebemos [o CVII] guiados por uma justa hermenêutica, ele pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a sempre necessária renovação da Igreja.
— BENTO XVI, 2005 [4]

Esta justa hermenêutica é a Tradição-Católica, ou melhor, a Inteligência de Cristo-Igreja que desde quando criada corre pela história do gênero humano como um rio de graças e dons, nos dando a entender aquilo que se deve entender a respeito de um Deus feito homem. Este Deus é Cristo que como um rio, desde o princípio do advento salvífico, juntamente e igualmente com a Igreja jorra fonte de vida e luz na pessoa humana do católico (conf. BENTO XVI, 2006)[6].

E como que no meio de tanta luz, e tanta graça, o Papa Bento XVI se pergunta: “...por que a recepção do Concílio, em grandes partes da Igreja, até agora teve lugar de modo tão difícil? Pois bem, tudo depende da justa interpretação do Concílio ou como diríamos hoje da sua correcta hermenêutica, da justa chave de leitura e de aplicação.” (BENTO XVI, 2005)[7]hermenêutica, este texto sobre o CVII prossegue usando do entendimento da Assim, limitado à resposta do Papa reinante, Bento XVI, e iluminado pela correta “justa chave de leitura e de aplicação”, abrindo portas para um futuro prometedor.

O Concílio Ecumênico Vaticano II constitui uma verdadeira profecia para a vida da Igreja; e continuará a sê-lo por muitos anos do terceiro milénio há pouco iniciado. A Igreja, enriquecida com as verdades eternas que lhe foram confiadas, ainda falará ao mundo, anunciando que Jesus Cristo é o único verdadeiro Salvador do mundo: ontem, hoje e sempre!
— JOÃO PAULO II, 2000 [8]

Índice


O 21º. Concílio Ecumênico Vaticano II

Basílica de São Pedro, Vaticano

Basílica de São Pedro, Vaticano

[ Sobre a designação

Todos os concílios católicos são nomeados segundo o local onde se deu o concílio episcopal. A numeração indica a quantidade de concílios que se deram em tal localidade. Vaticano II portanto, indica que o concílio ocorreu na cidade-Estado do Vaticano, e o número dois indica que foi o segundo concílio realizado nesta localidade.

Sobre o Concílio

Concílios são, naturalmente, um esforço comum da Igreja, ou parte da Igreja, para a sua própria preservação e defesa, ou guarda e clareza da Fé. Assim, quando parte da Igreja se encontra em necessidade, ou está ameaçada, as autoridades eclesiásticas local talvez entendam como sendo prudente a convocação de um concílio. Neste caso, se convoca os Bispos pertinentes ao território que tal concílio pretende abranger. Este concílio, então, não obriga a todos os católicos vinculados a este território, pois trata-se apenas de um magistério episcopal, não universal, e só tem valor jurídico. (conf. Catholic Encyclopedia) [9]

Da mesma forma, existem momentos na história da Igreja, onde a necessidade de defesa se faz de modo universal. Como que atacada por erros ou situações contemporâneas em proporções globais, a autoridade universal da Igreja, na pessoa do Papa, se encontra persuadida a convocar um concílio universal ou global, isto é, um concílio ecumênico. A força do Concílio nao reside nas pessoas dos eclesiasticos mas sim nas circunstâncias do poder e da Lei legada: o Papa como pastor universal declarar algo como sendo próprio das Verdades reveladas, e fora disso o Concílio tem apenas poder sinodal.

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Constituições

Declarações

Decretos



Rosário

Palavras de João Paulo II sobre a Oração do Rosário

"O Rosário é minha oração preferida. Oração maravilhosa em sua simplicidade e em sua profundidade. Nesta oração repetimos muitas vezes as palavras que a Virgem Maria escutou da boca do anjo e de sua prima Isabel. A estas palavras toda a Igreja se associa.

Podemos dizer que o Rosário é, de certo modo, uma oração-comentário do último capítulo da Constituição "Lumen Gentium" do Vaticano II, capítulo que trata da admirável presença da Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja. No fundo das palavras "Ave Maria", passam diante dos olhos do que reza os principais episódios da vida de Cristo, com seus mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, que nos fazem entrar em comunhão com Cristo, poderíamos dizer, através do coração de sua Mãe.

Nosso coração pode encerrar nestas dezenas do Rosário todos os atos que compõem a vida de cada indivíduo, de cada família, de cada nação, da Igreja e da humanidade: os acontecimentos pessoais e os do próximo e, de modo particular, daqueles que mais gostamos. Assim, a simples oração do Rosário pulsa no ritmo da vida humana".

João Paulo II

Como surgiu a oração do Santo Rosário

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.

A palavra Rosário significa 'Coroa de Rosas'. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário a rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.

O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que sua mãe lhe pede. Em cada uma de suas aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.

O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal.

No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe.

A oração verbal consiste em recitar quinze dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário.

A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados.

As Quinze Promessas da Virgem Maria aos que rezarem o Rosário

1. Aqueles que rezarem com enorme fé o Rosário receberão graças especiais.

2. Prometo minha proteção e as maiores graças aos que rezarem o Rosário.

3. O Rosário é uma arma poderosa para não ir ao inferno: destrói os vícios, diminui os pecados e nos defende das heresias.

4. Receberá a virtude e as boas obras abundarão, receberá a piedade de Deus para as almas, resgatará os corações das pessoas de seu amor terreno e vaidades, e os elevará em seu desejo pelas coisas eternas. As almas se santificarão por meio do Rosário.

5. A alma que se encomendar a mim no Rosário não perecerá.

6. Quem rezar o Rosário devotamente, e tiver os mistérios como testemunho de vida, não conhecerá a desgraça. Deus não o castigará em sua justiça, não terá uma morte violenta, e se for justo, permanecerá na graça de Deus, e terá a recompensa da vida eterna.

7. Aquele que for verdadeiro devoto do Rosário não perecerá sem os Sagrados Sacramentos.

8. Aqueles que rezarem com muita fé o Santo Rosário em vida e na hora de sua morte encontrarão a luz de Deus e a plenitude de sua graça, na hora da morte participarão do paraíso pelos méritos dos Santos.

9. Livrarei do purgatório àqueles que rezarem o Rosário devotamente.

10. As crianças devotas ao Rosário merecerão um alto grau de Glória no céu.

11. Obterão tudo o que me pedirem mediante o Rosário.

12. Aqueles que propagarem meu Rosário serão assistidos por mim em suas necessidades.

13. Meu filho concedeu-me que todo aqueles que se encomendar a mim ao rezar o Rosário terá como intercessores toda a corte celestial em vida e na hora da morte.

14. São meus filhinhos aqueles que recitam o Rosário, e irmãos e irmãs de meu único filho, Jesus Cristo.

15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de profecia.

Bênçãos do Rosário

1. Os pecadores obtêm o perdão.

2. As almas sedentas são saciadas.

3. Os que estão atados vêem seus nós desatados.

4. Os que choram encontram alegria.

5. Os que são tentados encontram tranqüilidade.

6. Os pobres são socorridos.

7. Os religiosos são reformados.

8. Os ignorantes são instruídos.

9. Os vivos triunfam sobre a vaidade.

10. Os mortos alcançam a misericórdia por via de sufrágios.

Benefícios do Rosário

1. Nos eleva gradualmente ao perfeito conhecimento de Jesus Cristo.

2. Purifica nossas almas do pecado.

3. Permite-nos vencer nossos inimigos.

4. Facilita-nos a prática das virtudes.

5. Inflama-nos do amor de Jesus Cristo.

6. Obtém-nos de Deus toda classe de graças.

7. Proporciona a nós com o que pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens.

Mistérios do Rosário

MISTÉRIOS GOZOSOS (segunda-feira e sábado)

1. A encarnação do Filho de Deus.
2. A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel.
3. O nascimento do Filho de Deus.
4. A Apresentação do Senhor Jesus no templo.
5. A Perda do Menino Jesus e o encontro no templo.

MISTÉRIOS DOLOROSOS (terça-feira e sexta-feira)

1. A Oração de Nosso Senhor no Horto da Oliveiras.
2. A Flagelação do Senhor.
3. A Coroação de espinhos.
4. O Caminho do Calvário carregando a Cruz.
5. A Crucificação e Morte de Nosso Senhor.

MISTÉRIOS GLORIOSOS (quarta-feira e domingo)

1. A Ressurreição do Senhor.
2. A Ascensão do Senhor.
3. A Vinda do Espírito Santo.
4. A Assunção de Nossa Senhora aos Céus.
5. A Coroação da Santíssima Virgem.

MISTÉRIOS LUMINOSOS (quinta-feira)

1. O Batismo no Jordão.
2. A auto-revelação nas bodas de Caná.
3. O anúncio do Reino de Deus convidando à conversão.
4. A Transfiguração.
5. A Instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal.

rações do Rosário

O Sinal da Cruz
Em nome do Pai, + e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O Credo
Creio em Deus, Pai- todo-poderoso, criador do Céu e da terra. E em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na Comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Pai Nosso
Pai Nosso, que estais no céu, santificado seja vosso nome. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto de vosso ventre Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém

Glória
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Salve Rainha
Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve. A vós bradamos degredados filhos de Eva. A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa: esses vossos olhos misericordiosos, a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre. Ó clemente, Ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria! Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Depois de cada dezena pode-se recitar a seguinte oração, como indicou a Santíssima Virgem Maria em Fátima:
"Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, e socorrei principalmente as que mais necessitarem da vossa misericórdia".

Como rezar o Rosário

Para recitar o Rosário com verdadeiro proveito deve-se estar em estado de graça ou pelo menos ter a firme resolução de renunciar o pecado mortal.

1. Segurando o Crucifixo, fazer o Sinal da Cruz e em seguida rezar o Credo.

2. Na primeira conta grande, recitar um Pai Nosso.

3. Em cada uma das três contas pequenas, recitar um Ave Maria.

4. Recitar um Glória antes da seguinte conta grande.

5. Anunciar o primeiro Mistério do Rosário do dia e recitar um Pai Nosso na seguinte conta grande.

6. Em cada uma das dez seguintes contas pequenas (uma dezena) recitar um Ave Maria enquanto se faz uma reflexão sobre o mistério.

7. Recitar um Glória depois das dez Ave Marias. Também se pode rezar a oração de Fátima.

8. Cada uma das seguintes dezenas é recitada da mesma forma: anunciando o correspondente mistério, recitando um Pai Nosso, dez Ave Marias e um Glória enquanto se medita o mistério.

9. Ao se terminar o quinto mistério o Rosário costuma ser concluído com a oração da Salve Rainha.

As virtudes e os mistérios do Rosário

Mistérios Gozosos

1- A Anunciação à Nossa Senhora. A humildade
2- A Visitação à Sta. Isabel. A virtude da Caridade
3- O Nascimento de Nosso Senhor. O desapego ao material
4- A Apresentação do Menino. O oferecimento de nosso ser ao Pai
5- A perda no Templo. O Zelo Apostólico

Mistérios Dolorosos

1- A Oração no Horto. A Opção pelo sacrifício
2- A Flagelação do Senhor. O domínio corporal
3- A Coroação de espinhos. A retidão mental
4- Jesus carregando a Cruz. A Paciência
5- A Morte de Nosso Senhor. A aceitação da Vontade Divina

Mistérios Gloriosos

1- A Ressurreição de Jesus. A virtude da Fé
2- A Ascensão do Senhor. A virtude da Esperança
3- O envio do Espírito Santo. O Amor Divino
4- A Assunção de Maria Santíssima. A Boa Morte
5- A Coroação de Nossa Senhora. A intercessão de Nossa Mãe



Credo

O Credo é uma fórmula doutrinária ou profissão de fé. No Cristianismo, também é conhecido como símbolo dos apóstolos. A palavra tem origem na palavra credo que significa creio.

O credo era a princípio uma proclamação batismal enunciada pelo catecúmeno, contendo as proposições objeto da fé na qual estava sendo admitido o batizado. Em 325, passou a ser uma síntese dos dogmas da fé promulgada pela autoridade eclesiástica, através do Concílio de Nicéia (I). A primeira formulação do tipo credo encontra-se no original de uma carta (c. 225) do bispo Marcelo de Ancyra. De uma tradução, com algumas alterações, do credo de Ancyra se deriva o credo latino ainda hoje adotado.

Existem outras variações do credo: o de Santo Atanásio de Alexandria (295-373), o da Igreja bizantina (381), egípcia (370), o de Justino Mártir (150), o Credo Niceno e outros. O papa Bento VIII, no ano de 1020, introduziu o uso do credo na missa.

O Credo Niceno-Constantinopolitano, ou o Ícone/Símbolo da Fé, é uma declaração de fé cristã que é aceite pela Igreja Católica, pela Igreja Ortodoxa Oriental, pela Igreja Anglicana e pelas principais igrejas protestantes. O nome tem a ver com o Primeiro Concílio de Niceia (325), no qual foi adoptado, e com o Primeiro Concílio de Constantinopla (381), onde foi aceite uma versão revista. Por esse motivo, ele pode ser referido especificamente como o Credo Niceno-Constantinopolitano para o distinguir tanto da versão de 325 como de versões posteriores que incluem a cláusula filioque. Houve vários outros credos elaborados em reacção a doutrinas que apareceram posteriormente como heresias, mas este, na sua revisão de 381, foi o último em que as comunhões católica e ortodoxa conseguiram concordar em todos os pontos.

Cremos em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Cremos em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, gerado do Pai desde toda a eternidade, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai; por Ele todas as coisas foram feitas. Por nós e para nossa salvação, desceu dos céus; encarnou por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e fez-se verdadeiro homem. Por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; sofreu a morte e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Cremos no Espírito Santo, o Senhor, a fonte da vida que procede do Pai; com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Ele falou pelos profetas.
Cremos na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professamos um só baptismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há-de vir. Ámen.

Credo Apostólico

Segundo uma antiga tradição, os doze apóstolos, reunidos em Jerusalém, teriam estabelecido em comum os rudimentos da nova fé, cada um ditando seu artigo. Essa versão era recitada pelos novos cristãos no momento do Batismo, e ficou conhecida como credo apostólico.

Oração do "Creio"
Latim Português
Credo in Deum Patrem omnipotentem,
creatorem coeli et terrae,
et in Iesum Christum,
Filium eius unicum,
Dominum nostrum,
qui conceptus est de Spiritu Sancto,
natus ex Maria Virgine,
passus sub Pontio Pilato,
cruxifixus, mortuus et sepultus,
descendit ad inferno (vel ad inferos),
tertia die resurrexit a mortuis,
ascendit ad coelos,
sedet ad dextram Dei Patris omnipotentis,
inde venturus est iudicare vivos et mortuos,
Credo in Spiritum Sanctum,
sanctam Ecclesian catholicam,
sanctorum communionem,
remissionem peccatorum,
carnis resurrectionem,
et vitam aeternam.

Creio em Deus Pai, todo-poderoso,
Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo,
seu único Filho
nosso Senhor.
Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu a mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu aos Céus
está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso,
donde há de vir julgar os vivos e mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressureição da carne,
na vida eterna.



domingo, 6 de abril de 2008

Educação

Tenho ficado impressionado com o número de pais enganados em sua maneira de relacionarem-se com seus filhos.

Muitos, correndo atrás de seu sucesso pessoal, esqueceram que as crianças não podem ser enganadas com presentes que tentam substituir a presença e a atenção dos pais.
Em busca do sucesso pessoal fracassam em cultivar uma família como foi planejada por Deus.

Com o passar do tempo, os filhos vão se distanciando deles desenvolvendo um relacionamento de troca: um presente por uma nota boa na escola.
Outro por informações positivas dos professores, orientadores, vizinhos, etc.
“Papai não pode estar com você mas está mandando sua mesada.”
“Mamãe não conseguirá chegar a tempo, mas está enviando o presente que você pediu…”

É bem por isso que nossa sociedade está colhendo adolescentes e jovens rebeldes, sem limites, sem respeito e sem direção.
Adolescentes e jovens que buscam nas coisas passageiras (dinheiro, bens, etc.) a razão de suas vidas.
Gastam sua existência correndo atrás delas. Porém são coisas que não satisfazem.
Abrem um buraco ainda maior, que exigirá maior esforço para satisfazer.
Alguns destes já encontraram a morte por causa disso…

E você? Deixará a oportunidade de ter uma família realmente feliz e ajustada passar? Relacionamentos só dão certo quando há investimento, compromisso e amor.42-16635787

Elementos que presentes não podem gerar!
Siga o exemplo da Bíblia quando diz que você deve ensinar - de perto, lado a lado - à criança os caminhos, os valores e a vida perenes que existe em Deus.
O trecho termina dizendo: “E quando esta criança crescer não se esquecerá deles.” Viverá com sentido real, sabendo que está aqui para algo muito maior que nascer, crescer, produzir, gerar recursos para adquirir coisas que vão desaparecer rapidamente, como a própria vida.

Você está vivendo o verdadeiro amor em sua família?

Você está vivendo o verdadeiro sentido de existir que se encontra em Deus (Bíblia)?

Desejo que sim…



Terapia do Amor - Dr Nasser

Todos nós somos exigentes em matéria de Amor. Quando vamos a uma festa e não somos amados pelo olhar da dona da festa, saímos profundamente magoados. Pois somos exigentes em matéria de Amor! Nascemos para Amar! Nascemos para experimentar o Amor que se doa, que faz, que toma a decisão, que ousa, que nada exige, nada cobra…Dá de graça aquilo que de graça recebeu…Este Amor eu não tenho, você não tem para me dar…Mas Deus que é Amor, Ele sim infunde em nós, como uma água viva transbordante, que vem através do meu coração para o seu…Transcende em mim em sua direção .

Cura interior é retirar do nosso interior, subsconciente, inconsciente e consciente todas as barreiras que nos impede de sermos totalmente AMADOS por Deus. Sim, o ateu é a pessoa que não deixa Deus amá-lo…Na porta do coração do ateu estará assim escrito: Eu não deixo você vir morar em mim!

As crianças não nascem amando…Vão aprendendo a medida que o tempo passa ( Piaget ). Uma criança amada, naturalmente ela se desenvolve, se experimenta, se doa, se envolve, se liga, se transcende e acha o outro…É luz para tudo que está em sua volta…Fala de uma forma que nos surpreende, pois as palavras fluem com uma delicada suavidade de seus lábios que chega a nos comover.

Contudo precisamos atingir na nossa adolescência a consciência de que não adianta crescer apenas, é preciso amadurecer…Para amarmos verdadeiramente os nossos amigos, e nossos opostos, precisaremos antes de tudo amadurecermos. Somos seres imperfeitos para dependermos do Amor de Deus. Primeiro ponto importante…Onde eu sou fraco? Preciso reconhecer este ponto dentro de mim o mais rápido possível, pois se não eu caio no risco de ser atraído para amigos e namorados apenas por eles terem em si as fortalezas que eu não tenho. Eles se encaixam em mim e me dominam. Daí eu não entendo porque eu não consigo viver sem aquela pessoa, e tudo aquilo que ela fala tem poder sobre mim. E eu aos poucos vou me sentindo dominado, preso, amarrado a alguém que não me faz bem. É por isto que o Amor verdadeiro nos faz buscar incessantemente Autoconhecimento…Onde está a minha fraqueza? Quando as determino em mim, pela graça do discernimento, posso com a ajuda deste Deus Vivo, pela ação do Seu Santo Espírito me fortalecer, São Paulo nos ensinou isto ( 2Cor12-8-10).

Como é lindo ter consciência de suas limitações e fraquezas e de suas forças. Como é bom e agradável ter amigos maduros. Maturidade é ter sua vida baseada em valores. Para o mundo de hoje, é o negócio mais urgente. Ser maduro para não cairdes à toa. Isto mesmo. O ser maduro não se altera estando com os perturbados. Não se desespera, estando no meio dos desesperados, não se perde estando com os perdidos. Jesus ía sempre ao encontro dos desvalidos porque ele sabia bem quem Ele era. Assim Ele nos convida nos dias de hoje a experimentar esta íntima relação com Ele para sabermos bem quem nós somos. E ao tomarmos ciência da nossa potencialidade unida a Ele vamos a todos os lugares onde Ele nos envia para Amar!

O efeito imediato se dá nos nossos relacionamentos afetivos. Nada mais de ciúme, traição, brigas inúteis, possessão, pensamentos obsessivos de cobranças e carências sem fim. Por outro lado, deixando o ser amado ser livre, ser realmente verdadeiro para que possamos nos melhorar. Esta é a dimensão do estar verdadeiramente na presença do outro. Finda-se as superficialidades, as facilidades e inicia-se os aprofundamentos e claro as maiores superações. Quando deparamos nos outros aquilo que em nós é ruím, superar esta diferença com coragem e determinação para que ao ultrapassar estaremos sendo curados.

E segue esta oração:

Senhor meu Deus, meu Pai bondoso, infunde em mim o Amor! Seja ele a me guiar de hoje em diante. Visite todas as áreas do meu afeto e da minha emoção. Ordene todos os meus sentimentos e todos os meus pensamentos. Transforma o meu Caos em Cosmos! Veni Creator Spiritus! Vem Espírito Criador!

Pelo PODER do seu nome Jesus, mostrai diante de mim todas as minhs fraquezas. Onde em mim precisa ser amadurecido.

Que eu TE ame, que eu me ame, que eu me deixe ser amado e amando a todos a quem hoje eu preciso professar o meu amor, a fim de que eu seja curado de todas as minhas imaturidades.

Vem Senhor Jesus

Amém

A arte de manter acesa a luz da vida

Enquanto o espírito por si só é invisível, as ações humanas são visíveis e cada ação é motivada e permeada pelo espírito.

Ao se referir ao cuidado com o paciente estamos delegando ao médico apenas o cuidado do corpo? E ao se referir ao sacerdote estamos lhe imputando apenas o cuidado com a alma? E se os médicos fossem ousados no sentido de deixar-se fluir o dom que o próprio Deus o infundiu quando o chamou na sua palavra ( Eclo 38 ).
Sem a exata demarcação entre o campo humano e o espiritual o ser humano acabou sendo compartimentalizado entre o físico e psíquico na mão dos médicos e no espiritual para a igreja, sinagogas ou mesquitas.
Ciência e fé, religião e medicina, não tinham ressonância.
O Papa João Paulo II na Constituição Conciliar Gaudium et Spes – Certas atitudes decorreram de uma visão estreita de ramos da Igreja em não reconhecer o direito autônomo da ciência: Eles têm ocasionado conflitos e controvérsias e têm levado muitos a pensar que fé e ciência são opostas.” Eu espero, disse o Santo Padre, que teólogos, decanos e historiadores, animados por um espírito de sincera colaboração… dirimirão a confusão que ainda se opõe, em muitas mentes, um acordo frutífero entre ciência e fé, ou melhor, entre a Igreja e o mundo!”.
Quando a Igreja se abre a uma nova colaboração com a ciência, a ciência por sua vez se abre cada vez à importância do cuidado espiritual como parte integrante e fundamental na realização de um pleno exercício médico humanizado.
Em Janeiro de 2004 a Universidade de Aberdeen ( Inglaterra) realizou um congresso sobre: Papel da Espiritualidade nas Práticas de Saúde.
A mesma Universidade patrocinou um estudo sério científico através de seu mentor, Professor Sharma, concluindo ser o cuidado espiritual do paciente uma ferramenta fundamental no cuidado médico, após ter-se submetido ao crivo equivalente a qualquer outro procedimento médico cientifico.
Na Escócia, outro país do Reino Unido, a próprio Conselho Nacional de Saúde publicou um documento de orientação sobre a política de acompanhamento espiritual para pacientes internados, baseado na definição estabelecida pela 52nd Assembléia Mundial de Saúde em 1999. Saúde é um estado dinâmico de bem estar físico, mental, espiritual e social e não meramente uma ausência de doença ou enfermidade.
Cabe aqui a distinção entre Cuidado Espiritual e Cuidado Religioso. Cuidado espiritual é normalmente uma relação individual e não leva em conta convicções pessoais ou orientação de vida. Já o Cuidado Religioso é dado no contexto das diversas religiões. O Cuidado espiritual não é necessariamente religioso. Já o religioso é sempre espiritual.
O cuidado espiritual não só é reconhecido, mas também é mandatório a sua aplicação.
Em sua vida, Victor Frankel, experimentando o campo de concentração e vendo todos os seus sendo executados e ele não, concluiu que o que nos manterá sempre vivos é a nossa esperança. E a esperança é uma dimensão teológica, ou seja, espiritual.
John Swinton em seu livro Espiritualidade e Cuidado de Saúde Mental: Redescobrindo uma dimensão esquecida, escreve: “O espírito humano é uma força vital essencial que reveste, motiva e vitaliza a existência humana. Espiritualidade é o caminho específico nos quais indivíduos e comunidades respondem a experiência do espírito. Cumpre-se ressaltar que espírito não é algo impessoal. Como Adrian van Kaan disse:”O espírito humano é uma força dinâmica (dínamus) que mantem uma pessoa crescendo e mudando, continuamente envolvido em um processo superficialização, tornando-se transcendente.
C.W.Ellison que escreve: É o espírito dos seres humanos que capacita e motiva-os a procurar por significados e sentidos na vida, de buscar o sobrenatural ou algum significado que os transcende, sobre suas origens e identidade.
A dimensão espiritual não existe isolada do psyche ou do soma, isto da mente e do corpo, mas promove uma força integradora. É afetado e afeta pelo nosso estado físico, sentimentos, pensamentos e relacionamentos. Se nós estivéssemos espiritualmente saudáveis nos sentiríamos cheios de vida, preenchidos de vida. Mas para isto seria necessário estarmos psicologicamente saudáveis também. Esta relação ela é bidimensional, pois ambas estão intimamente relacionadas no mesmo ser humano. Não há como separá-las.
O mesmo autor afirma que o espírito não é somente uma parte entre outras da pessoa, mas ele é responsável pela integração desta pessoa por completo, corpo, mente e emoções.
Como diz Ashbrook: Nós somos totalmente presentes em cada célula do nosso corpo. Você não pode ter uma alma sem um corpo. A pessoa é um organismo vivo e é o espírito que da vida ao organismo.
Nosso entendimento sobre espiritualidade está diretamente relacionado com nosso conceito de espírito humano. Espiritualidade é o espírito humano expressando por si mesmo na vida através da ação e resposta a cada situação. O espírito pode ser visto como a essência do nosso ser, nossa natureza mais íntima, ou o espírito da vida, nossa alma, nos dada por Deus nosso Criador. Enquanto o espírito por si só é invisível, as ações humanas são visíveis e cada ação é motivada e permeada pelo espírito. - Dr Nasser

Alcançar a Meta

É bom alcançar a meta, porém é melhor ajudar a outros para chegamos juntos.

É bonito dividir, o pão com que tem fome, o teto com aquele, que vive ao léu, a capa com quem tem frio, a amizade com o solitário, a alegria com o triste, as lagrimas com aquele que chora, a angustia do que sofre, a fé com aquele que não acredita.

Compartilhar é conviver; conviver é simplesmente viver, porque uma vida não se compartilha,, não se convive; e, se não se convive, não se vive; e, se não se vive, a gente esta morto. Quantos que pensam estar vivendo e. no entanto, estão mortos.

Todos nós temos a boa vontade de viver, conviver, mas no entanto ofendemo-nos uns aos outros, porque não temos nem os mesmos gotos, nem as mesmas inclinações, nem a mesma maneira de ser.

Daí a necessidade, de caminhar para conviver, buscar ser cada vez mais fraternos, ser compreensivos, saber compreender, saber perdoar de todo o coração. Procurar com sinceridade esquecer os agravos, de não ser aquele que tudo sabe, mas na verdade o que sabe mesmo é criticar.

Aquele que perdoa é digno de ser perdoado. Com a medida com que medirdes, vos medirão, quem compreende com facilidade, será facilmente compreendido; o que é bom com todo mundo, conseguirá que todos sejam bons com ele; o que ama, será amado; não estranhe que aquele que não ama a ninguém, que sua vez ninguém o ame. Não estranhe e não se queixe. Não se queixe e não lance a culpa sobre outros, pois ele é o culpado, o causador da frieza que esta ao redor. Pe Zezinho

domingo, 2 de março de 2008

Resgatar a ritualidade da vida

‘Tua mão desceu sobre mim, e me retirou da escuridão. Deu-me mãos e voz de profeta, deu-me um coração adorador’.‘Desperta tu que dormes’! Quero ressaltar a primeira parte do refrão da música, que é o que Deus faz. É porque Ele desceu a mão, como um gesto ‘violento’ que acorda quem está dormindo.Deus não pode fazer nada para o coração preguiçoso, que não quer ser mudado. O processo humano é difícil. Quanto sangue você tem que ‘suar’ para ser uma mulher e homem de integridade. Aquele que desce a mão, o faz para você melhorar. Não tem como conciliar o cristianismo com a preguiça da vida, esquecendo de como eu poderia ser como pessoa, sem cuidar da minha vida. Coração preguiçoso não tem lugar no céu, porque Deus te quer de pé.

Hoje uma mulher jovem com lágrimas nos olhos me dizia: ‘Deus tem me mantido em pé através da Canção Nova. Eu perdi no mesmo acidente, meu pai, meu esposo e meus filhos’.
Ficar de pé quando tudo deu errado e sentir que a força de Deus lhe alcança! Ficar de pé quando se está no Calvário, onde não é lugar de ficar sentado e sim de pé. Sentir-se de pé mesmo quando o Calvário está ‘armado’ e cheio de curiosos.‘Desperta tu que dormes’. Não dá para ficar parado, ou sentado e fazer de conta que não está acontecendo nada. Que caia por terra toda hipocrisia e toda máscara.O amor é provado no fogo, na dura experiência de dar a vida pelo outro. Caso contrário não é amor, é ilusão. Você sabe que alguém te ama não pelo o que fala, mas pelo o que faz. O amor não sobrevive de teorias. Não adianta falar para seu filho que o ama, se seus gestos não correspondem a esse amor. Palavras sem gestos não edificam.

O Calvário é ladeira acima, em meio a pedras, e não com asfaltos. Nossos passos não deslizam com facilidade. Não se chega ao céu de ‘patins'. São com essas ‘botas’ da dor, difíceis. Ninguém os prometeu que os valores seriam fáceis de serem alcançados. Você sabe muito bem o quanto te custou para chegar até onde chegou, as coisas não vêm tão fácil assim.Nós perdemos os rituais. Como era bom o tempo em que preparávamos nossas refeições. Era um ritual: as crianças descascando milho, as tias cozinhando-os no fogo, outro fazendo a palha, e a família toda em um ritual de alegria fazendo a pamonha.Nós tínhamos rituais de vida. Quando comíamos o porco ou fazíamos um almoço para toda a vizinhança e todo mundo da rua, para comerem juntos. Mas hoje, nossa comida vem toda pronta. Nós não temos mais o ritual de preparar o que nós comemos.'O amor não sobrevive de teorias. Palavras sem gestos não edificam'.

E aquela experiência de zelar por aquilo que é seu, se perdeu. De consertar as coisas da casa, onde o pai sempre chamava o filho para aprender.Hoje tudo é muito prático, e perdemos o valor da realidade simbólica, perdemos a graça do diálogo, das conversas.Às vezes nossos filhos estão loucos para conversar conosco, mas não temos tempo. Nós precisamos construir relações concretas. Às vezes se cuida dos amigos virtuais, mas não cuidam de quem está ao lado. A tecnologia não pode se utilizar de nós, quem manda é você.

Essas coisas que nos escravizam. Temos que abrir os olhos para tudo isso e sair da cegueira. Nós não pensamos nas conseqüências que minam a capacidade de sermos pessoas concretas e reais. Damos muito tempo para as pessoas no computador nos 'messenger´s' e tantas coisas mais, mas não damos uma palavra para um amigo do nosso lado.Se não ritualizarmos a nossa vida nos tornaremos insensíveis. Aí Deus vai ter que descer a mão mesmo, e o 'sopapo' vem. E você percebe que está perdendo o seu filho para as drogas, o pai para o álcool, a mãe para infidelidade. Preste atenção aos ‘tapinhas’ da vida, para não ter um tapa mais forte adiante, podendo ser tarde demais.‘Desperta tu que dormes’. Pessoas que estão dormindo e ficam na preguiça, é como que dar um remédio para aquele paciente que quer morrer.

Quando éramos crianças aprendíamos a tecer bordado e a costurar. Será que o bordado que fazíamos exteriormente não repercutia na nossa alma, interiormente, fazendo-nos pacientes? Cortar o mato com a enxada, não fazemos mais. Não diga ‘Eu posso pagar’. Hoje é tudo muito diferente e podemos pagar para que alguém o faça, mas de vez em quando, faça você mesmo.Todas as mulheres lustram os móveis para ficar bonito, mas ninguém vai saber ‘lustrar’ o rosto de seu filho como você. ‘Desça do salto’ na simplicidade. Ao invés de levar o filho ao restaurante mais saboroso que tem, surpreenda-o com um avental fazendo a comida. Você e seu marido. A comida vai ter o sabor mais gostoso que qualquer outro restaurante.A cura de nossos afetos vem através destes ritos. É uma alegria de chegar em casa e ter a mãe cozinhando.'Desperta, tu que dormes! Seja justo com o que Deus lhe oferece!'

Abra os olhos para o filho que você tem, abra os olhos para a mulher que você tem, não se acostume com o seu marido, abra espaços para as surpresas.
Nossos afetos são construídos dentro de casa. Nada pode ser mais destruidor do que uma palavra do pai e da mãe. Você tem o direito de dizer o que você quiser, mas não tem o direito de dizer do jeito que quiser. Nós traumatizamos na forma como dizemos as coisas.‘Desperta tu que dormes’. Talvez você esteja perdendo a oportunidade preciosa de ser uma esposa, uma mãe, um filho, um marido, e você os trata como se fossem um ‘qualquer’. Cuide do que é seu. O amor requer calma e um olhar vagaroso.Essas coisas são tão boas e tão simples, mas ouvimos pouco sobre elas. Corremos o risco de deixar a vida passar e não vivermos direito com aqueles que amamos.

Da sua casa você é o profeta. Você é convidado a ser o profeta. É você quem tem que mudar.A transformação é na tua vida, no poder de ser profeta no seu ‘território’, em sua casa. Em ser a voz, em nome do amor vivo presente em você.‘Desperta tu que dormes’. Seja justo com o que Deus lhe oferece. A sua casa merece sua coragem. Você está diferente!

Padre Fábio de Melo

Arsenal de infantilidades

“Explico-me: enquanto o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, ainda que seja senhor de tudo, mas está sob tutores e administradores, até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando menores, estávamos escravizados pelos rudimentos do mundo. Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus” (Gálatas 4; 1-7).

Essa palavra é muito concreta e humana, inicialmente podemos achar um absurdo assemelhar uma criança ao escravo, é simples porque uma criança não é capaz de fazer a separação, a criança é egoísta e o egoísta é aquele que se ocupa do seu mundo, para ele o outro é uma extensão da sua necessidade. As crianças são escravas de suas necessidades.A maturidade de uma criança acontece na medida em que ela vai crescendo. Uma criança é escrava porque ela não sabe a razão da regra, mas submete. Quando ela cresce e obedece a regra porque compreende, ela deixa de ser escrava.

Quantos jogos construtivos, que educa a criança para compreensão de regra, são jogos simples de encaixe entre outros, não videogames que muitas vezes a regra é matar.A palavra de São Paulo é atual. Nós também trazemos as infantilidades nos nossos afetos, insistimos em trazer em nós um arsenal de sentimentos infantis, egoístas, só pensamos em nós e em nossas necessidades. Quando somos afetivamente infantis, nos transformamos em verdadeiros monstros. Uma criança se você não disciplina, se ela é sem regra, ela é um monstro.

Nenhum perdão será concreto se antes você não se perdoar Tudo aquilo que você desconhece se torna soberano sobre você, o desconhecido nos escraviza. Quantas vezes você teme a pessoa desconhecida, e aí está a infantilidade. A birra é o excesso da criança, excesso da infantilidade, e na birra a criança se sente fracassada por não conseguir seu objetivo. Ensine a criança a lhe dar com as impossibilidades. E você, quantas vezes dá sua birra? Quantas vezes, não sabe lhe dar com os limites?

Quantos adultos que não se manifestam, não têm coragem de dá opinião porque são infantis, são escravos de seus medos, isso é mesma coisa de birra. Partilhe, dê opinião. A nossa birra se manifesta na nossa cara feia, nas nossas respostas ríspidas, só não temos a coragem de nos jogar no chão. Quantos adultos com medo de quarto escuro. Eu pergunto: Qual o mau de um quarto escuro? Mas quantas vezes fomos trancados nos quartos e disseram que lá dentro tinha um monstro. Uma criança ela não tem inteligência suficiente para saber que ali não tem um bicho, porque a referência que ela tem é o adulto. E quantos adultos presos nas emoções do passado.

Como você pode curar seu medo de quarto escuro? Traga à sua razão o que te faz sentir medo. Entre no quarto escuro e diga: ‘Este quarto não pode me fazer mau’.Quando somos afetivamente infantis, nos transformamos em monstros. Não importa quantos anos você tem. Sente-se com toda sua maturidade, sente-se com você criança e tenha a oportunidade de se curar dos medos do passado. Olhe para o seu abandono que lhe desespera, fale que quem te abandonou é porque não te conheceu e quem não te conheceu não te amou. Você hoje é adulto, maduro, olhe para as fases da sua vida que precisa ser curada, olhe para você criança, você adolescente. Permita Deus resgatar a sua alma ferida. Muitas vezes é preciso voltar no tempo e reconciliar consigo mesmo. Nenhum perdão será concreto se antes você não se perdoar, nenhum olhar será profundo se você não olhar.

A emoção é burra. Olhe para uma pessoa apaixonado é quase bobo. As emoções são burras.Deus é especialista de curar corações machucados.O que pode nos destruir na vida não é o que os outros fazem para nós, mas o que permitimos que outros façam de nós. O maior consolo que você precisa não é dos outros, é de você mesmo. Não adianta o outro deixar você livre, e você se sentir escravo.
Seja ‘rio’. Pare de dá birra. Pare de lamentar o que você não teve. Seja rio, que quando coloca barreira, ele não deixa de crescer, mas fica mais profundo. Deus ainda prefere os miseráveis. Deus olha para você, e no momento da sua birra Ele se encontra com você.

Autor : Padre Fábio de Melo