terça-feira, 15 de julho de 2008

Orações básicas do catolicismo

A primeira catequese deve não só em primeiro lugar ministrada, mas constantemente incentivada pelos pais. A oração deve ser posta como algo preciosíssimo e necessário e a prova disto encontramos na Bíblia, onde lemos que o próprio Jesus passava noites inteiras rezando. Uma vida verdadeiramente cristã não é imaginável, sem que haja uma vida de oração.

Os santos todos eram amigos e cultivadores do espírito de oração. Para perder as almas, o demônio procura tirar-lhes o gosto, o amor por ela. A busca desenfreada por divertimentos, paganização da moda, má imprensa (jornais, revistas, televisão, internet) são muitas vezes instrumentos na mão de Satanás para afastar os fiéis da prática da oração. Quem não reza cai em tentação, como aconteceu com os Apóstolos, no horto das Oliveiras. Não só cairá em tentação: corre o risco de perder a fé e todo o fundamento religioso. A oração é o termômetro da vida na alma.


SINAL DA CRUZ - Há dois modos:

1. Pelo sinal da santa cruz , livrai-nos, Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos. (Usando a mão direita, com o polegar, faz-se uma pequena cruz na testa, outra nos lábios e outra no peito). Mais propriamente, denominamos este sinal: Benzer-se ou persignar-se.

2. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Usando a mão direita, encosta-se a ponta do indicador na testa, depois no peito, na extremidade esquerda do ombro e em seguida na extremidade direita do ombro).

CREDO (ou CREIO)

Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

PAI NOSSO

Pai nosso , que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

AVE-MARIA

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

GLÓRIA AO PAI

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

SALVE RAINHA

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

SANTO ANJO

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso e guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde governe, ilumine. Amém.


ALMA DE CRISTO

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas Chagas, escondei-me.
Não permitais que eu me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me,
e mandai-me ir para vós,
para que com os vossos Santos vos louve,
por todos os séculos dos séculos.
Amém.


ORAÇÃO AO DIVINO ESPÍRITO SANTO

Vinde, Espírito Santo,
enchei os corações dos vossos fiéis
e acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado,
e renovareis a face da terra.
Oremos
Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com
a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas
segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da Sua consolação.
Por Cristo, Senhor nosso.
Amém.


OBRIGADO, SENHOR!

Obrigado, Senhor, pela tua presença constante ao meu lado! Tu és a força no momento de fraqueza, a alegria no momento de tristeza. Tu és a paz na tribulação e na angústia, és a rocha que alicerça meus projetos, e o embalo harmonioso que me acalma nas noites de inquietação. Tu és a luz que ilumina o meu caminho e a luz que me faz caminhar. Tu envolves toda a minha vida e estás presente em cada momento que vacilo. Quando caio, me levantas; quando me decepciono, me animas; quando sinto medo, me fortaleces. Em ti confio plenamente e a todo momento rendo graças pelas bênçãos e maravilhas que realizas a cada novo dia. Amém!


ATO DE CONTRIÇÃO (antes de confessar)

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também por perdido o céu e merecido o inferno, e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

ATO DE FÉ

Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas, realmente distintas: Pai, Filho e Espírito Santo, que dá o céu aos bons e o inferno aos maus, para sempre. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou. Creio tudo o mais que ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, verdade infalível, lho revelou. E nesta crença, quero viver e morrer. Amém.

ATO DE ESPERANÇA

Eu espero, meu Deus, com firme confiança, que pelos merecimentos de meu Senhor Jesus Cristo me dareis a salvação eterna e as graças necessárias para consegui-la, porque vós, sumamente bom e poderoso, o haveis prometido a quem observar fielmente os vossos Mandamentos, como eu proponho fazer com o vosso auxílio. Amém.

ATO DE CARIDADE

Eu vos amo, meu Deus, de todo o meu coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e antes quero perder tudo do que vos ofender. Por amor de vós amo meu próximo como a mim mesmo. Amém.

A SANTA INQUISIÇÃO

Muitas controvérsias surgiram acerca deste melindroso e delicado assunto. Se por um lado a história registra excessos e atrocidades, muitas mentiras também foram levantadas com o único objetivo de caluniar a Igreja Católica. Foram períodos duros para a Igreja, que teve de agir com veemência diante do surgimento de heresias que ameaçavam destruir os princípios básicos da Sã Doutrina. Entretanto, para entendermos os excessos e grandes abusos na aplicação do regimento da Santa Inquisição, devemos estudar também a questão da investiduras, que será tratado num tópico à parte. Resumidamente, podemos dizer que naquela ocasião os soberanos exerciam forte interferência política nas decisões regionais da Igreja, muitas vezes influenciando diretamente na escolha de bispos e padres. Muitos deles santificaram-se nos cargos em que foram investidos. Outros, porém, sem o menor resquício de vocação religiosa, aceitavam tal condição unicamente para atender os interesses dos nobres. Um tipo de influência política semelhante a história registrou no caso do julgamento de Santa Joana D'Arc, apesar de nesta época a questão das investiduras ser já uma página virada. Ao ser aprisionada quando tentava libertar a cidade de Compiègne, foi sumariamente sentenciada sem que pudesse recorrer às instâncias superiores da Igreja. Assim, apoiada pelo clero francês, acabou sendo condenada à morte como herética pelo clero inglês e, ao apelar para o Papa, o Bispo francês Pedro Cauchon, simpático à coroa inglesa, retrucou: "O Papa está muito longe". Aplicou-se , assim a pena capital através de uma decisão iníqua, maliciosa e política, sem direito à apelação, sem o conhecimento do Papa. Não é à toa ser notório que muitos acusam e responsabilizam a Santa Igreja por tais excessos. Sem conhecimento de causa, ignoraram a má conduta daqueles falsos pastores, políticos e iníquos que, usurpando suas funções eclesiais, aplicavam penas capitais baseada nos seus interesses escusos. Não fosse assim Santa Joana D'Arc não teria sido elevada aos altares, para honra dos católicos e glória de Deus.

HISTÓRIA

Pode-se dizer que a Igreja Católica foi a alma da sociedade feudal, onde o clero era constituído como a única classe letrada e, os servos e senhores, na maioria ignorantes e completamente analfabetos. Os sacerdotes, arcebispos, padres e párocos constituiam o clero secular, porque seus membros viviam na sociedade ou no mundo (do latim seculum). Os bispos governavam uma diocese constituída de várias paróquias e administravam em nome da Igreja. Já o clero regular era dividido em diversos grupos de comunidades e, cada comunidade de convento que obedecia à mesma regra, denominava-se , como ainda hoje denomina-se "ordem". A importância do clero regular na cultura medieval foi enorme. Bastaria dizer-se que as obras mestras da literatura latina chegaram até os nossos dias através dos manuscritos copiados pelos monges. O respeito que impunham criava ao redor dos mosteiros uma zona de segurança, onde a massa campesina encontrava asilo e proteção. A Igreja enaltecia a dignidade do trabalho, dando o exemplo com a operosidade de seus monges na agricultura: "Ora et labora" - reza e trabalha.

Os tribunais eclesiásticos eram importantíssimos na idade média, pois não julgavam somente os membros do clero, mas se pronunciavam sobre todos os assuntos que direta ou indiretamente se vinculavam à Igreja, tais como contratos celebrados sob juramento, testamentos, questões referentes à órfãos e viúvas, bruxarias, sacrilégios, etc.

A maneira de julgar dos tribunais eclesiásticos era sumamente mais justa que os processos bárbaros utilizados pela justiça feudal, como os "ordálios" e "juízos de Deus". Nos tribunais ordálios exigia-se que o acusado provasse sua inocência colocando a mão no fogo ou água fervente. Os "juízos de Deus" submetiam o acusador e o acusado à luta, e tinha ganho de causa o vencedor. O julgamento da Igreja Católica pautava-se por um conjunto de normas que constituíam o direito canônico, o qual proporcionava aos acusados defesa muito mais amplas e penas menos severas, razão por que a maioria das pessoas procurava estar sob jurisdição eclesiástica.

Também para coibir dissidências que pudessem eventualmente atingir os princípios básicos da sã doutrina, dispunha a Igreja da excomunhão. O excomungado era excluído da comunidade dos fiéis, não podendo receber os sacramentos e os católicos não podiam ter nenhuma relação ou contato com ele. Quando os senhores feudais excomungados persistiam em rebeldia , a Igreja lançava então a interdição, que significava a proibição da realização de qualquer cerimônia religiosa no feudo.

Os princípios básicos da Inquisição remontam ao ano de 1184, quando, pelo Concílio de Verona , tornou-se órgão de investigação e combate às heresias. O tribunal do Santo Ofício, a princípio, definiu as atribuições que seriam exercidas pelos bispos especialmente delegados, penetrando em diversos países da Europa, mas só adquiriu força na península ibérica, Itália, França e Alemanha.

Em 1231, através o Papa Gregório IX lança a bula Excommunicamus, que estabelecia a Santa Inquisição, tendo adquirido funcionamento próprio através de um decreto, de 1233, sistematizando leis e jurisprudências acerca dos crimes relativos à feitiçaria, blasfêmia, usura e heresias. Os processos eram constituídos a partir de denúncias e confissões, feitas muitas vezes para evitar de incorrer em um outro crime considerado pior: o de ser "fautor de hereges", isto é, acobertar ou fomentar as heresias. As penas aplicadas tinha uma gradação de penas que iam do jejum, multas, pequenas penitências e até a prisão. Nos casos considerados mais graves, os acusados eram entregues ao "braço secular", isto é, à autoridade civil, a qual geralmente aplicava a pena máxima da morte na fogueira, em um ato público, chamado, "auto de fé", isso em casos extremos em que o herege, voluntariamente negava-se a pedir perdão ou a retratar-se.

O estabelecimento das leis do Santo Ofício firmaram-se, principalmente, por causa da reação da própria sociedade. Praticamente unânime de pensamento e espírito cristão, mobilizam-se contra fortes correntes que rejeitam e atacam a doutrina e organização da Igreja. Tais movimentos heréticos organizam-se e influenciam fortemente o ambiente por intensa propaganda. Destacando os cátaros e albingenses, que julgam descobrir radical oposição entre o Bom (almas puras) e o Mau (resto do mundo), além de consideraram o matrimônio e a procriação como invenção do demônio; rejeitam o juramento de fidelidade, bem como os sacramentos, a hierarquia da Igreja, os dias de festa, construção de igrejas, etc. Antes de 1200, ocorrera, muitas vezes, que o povo linchasse a hereges presos, "porque tinha medo", assim reza o documento, "que o clero fosse demasiadamente clemente".

Posteriormente, após o assentamento das leis da inquisição, o bispo na qualidade de juiz papal assume os encargos da inquisição sobre determinados casos na sua jurisdição eclesiástica e, nesta fase, em inúmeros casos, tal poder eclesial assume caráter eminentemente político. O rei tinha o poder de nomear bispos e padres e tal investidura, muitas vezes, representava interesse bilateral, onde a troca de favores podia ser uma inclinação natural para personalidades voltadas à planos terrenos, e não divinos, como deveriam ser.

Em conseqüência disso, foram sendo desvirtuados os verdadeiros objetivos das leis do Santo Ofício. Pessoas condenadas à fogueira, na maioria das vezes, eram sentenciadas por membros do clero em atendimento aos interesses dos soberanos, vezes sem par, à revelia do Papa. A questão, portanto, sutilmente embaralhava questões políticas com religiosas e essa confusão ainda ecoa nos dias atuais. Sem dúvida, muitas barbaridades foram cometidas, a maioria delas em nome do Papa e da Santa Madre Igreja. Em nome da Igreja, e não pela Igreja. Daí a necessidade de pelo menos tentarmos entender, mesmo que palidamente tais questões e seus reflexos exercidos por maus pastores atraídos aos cargos eclesiásticos, não por vocação, mas com a flagrante intenção de trocas de interesses e favores políticos. Surpreendentemente, muitos destes homens que receberam tais investiduras, eram santos religiosos, piedosos. Pela inata nobreza de caráter, preferiram fidelidade a Roma a serem servis aos interesses do rei. Pagando com a vida, assumiram as honras dos altares.

Em 1542 a Inquisição foi restabelecida como órgão oficial da Igreja, revigorado e dirigido de Roma pelo Santo Ofício, sendo que seu objetivo era deter com violência o avanço protestante em Portugal, Espanha e Itália. Tempos de significativas mudanças no mapa religioso e político da Europa.

Devemos ressaltar ainda que há muitas divergências entre os historiadores sobre a questão da inquisição. Sem dúvida, o tempo nos separou daquele capítulo longínquo, de forma que estabelecer um raciocínio preciso sobre tais acontecimentos exigiria um estudo muito aprofundado sobre o assunto*. As circunstâncias da época, os conceitos da sociedade, as decisões do clero e do poder civil, toma um vulto demasiadamente complexo e talvez incompreensível para a sociedade contemporânea. O certo é que críticas a respeito e os conseqüentes ataques à Igreja sem conhecimento de causa é, no mínimo, leviandade. Como católicos sabemos que os Papas da época agiram acertadamente, e tomaram não posturas e atitudes pessoais, mas sim divinas, sob inspiração do Espírito Santo. É uma pena que os historiadores atuais tentem responsabilizar a Igreja por atos isolados praticados por outros interesses, como mencionamos. Na Eternidade, tudo será definitivamente esclarecido.

* No primeiro semestre de 2004, o Vaticano concedeu acesso aos documentos relativos ao período da inquisição, os quais estão sendo analisados por grupos de renomados cientistas e historiadores europeus. Estaremos acompanhando junto ao Site do Vaticano e publicaremos todas as matérias que tratarem do assunto oportunamente.

Fonte : http://www.paginaoriente.com

A origem das cruzadas

As guerras entre os países de religião ocidental e os ocupantes muçulmanos na Terra Santa, principalmente em decorrência da ocupação dos lugares de veneração dos cristãos remontam ao século VII com a ocupação dos maometanos e, mais tarde, os turcos (século XI) que dominaram a região. A princípio oito batalhas, denominadas cruzadas, estenderam-se de 1095 a 1270, se bem que após esse período, durante muito tempo foram outras organizadas , porém, com características diferentes das Cruzadas primitivas.

Os cristãos na Palestina sempre haviam sido tratados com hospitalidade pelos muçulmanos. Os árabes também consideravam Jerusalém uma cidade respeitável e Jesus, segundo eles, simplesmente um dos profetas que haviam precedido Maomé. Quando Al-Hakim, o califa louco do Cairo, destruiu a igreja do Santo Sepulcro (1010), os próprios maometanos contribuíram substancialmente para a sua restauração.

Entretanto, com o avanço dos turcos modificou-se completamente a situação. Em 1070 os turcos haviam tomado Jerusalém aos árabes e começaram então as perseguições e profanações que os peregrinos narravam com cores vivas no Ocidente.

Nessa época, um piedoso peregrino chamado Pedro d'Amiens, ao retornar da Terra Santa, foi ter com o Papa Urbano II a fim de descrever-lhe os vexames dos cristãos na Palestina e profanação dos lugares santos pelos infiéis. Por este motivo, o Papa convocou o concílio de Clermont (1095), ao qual compareceram muitos príncipes do Ocidente. Lá compareceu também Pedro d'Amiens e expôs com tal emoção a triste situação do país de Cristo que todos os circunstantes, em lágrimas, romperam num grito uníssono de fé e coragem: "Deus o quer! Deus o quer! ". O Ocidente em peso pôs-se em movimento para libertar do poder dos turcos a Terra Santa.

Ocorre que antes da definição e concretização das metas, Pedro, o Eremita e um cavaleiro intitulado Gauthier Sans-Avoir (Valter Sem Tostão), anteciparam-se aos planos do Papa Urbano II e partiram para o Oriente com uma massa de 17.000 pessoas ignorantes, pobremente equipadas e sem nenhuma experiência militar. Foi um movimento paralelo e independente que partiu em direção à Nicéia sem o prévio consentimento do Papa, sob a denominação "cruzada do povo". Após uma travessia caracterizada por roubos, violências e epidemias, foram completamente trucidados pelos turcos quando atacaram aquela cidade. Por isto, não considera-se este movimento como a primeira cruzada, que teve seu início em 1096, portanto, no ano seguinte.

1ª. Cruzada

A primeira das cruzadas partiu em 1096 e teve seu término em 1099. Os maiores nomes da cristandade feudal nela figuravam, predominando franceses e normandos. Sob o comando de Godofredo de Buillon seguiram para Constantinopla. Os muçulmanos achavam-se divididos e os cruzados tomaram facilmente Antioquia. Durante um período de três anos, após renhidas batalhas, no dia 15 de julho de 1099, numa Sexta-Feira Santa, os cruzados tomaram Jerusalém. Por causa de sua coragem e piedade, os chefes dos exércitos o elegeram rei de Jerusalém. Conduziram-no à igreja do Santo Sepulcro, onde o aclamaram solenemente. Quando, porém, lhe ofereceram a coroa real, o duque recusou-se a aceitá-la e disse: "Não permita Deus que eu cinja um diadema de ouro no mesmo local em que o Rei dos reis foi coroado de espinhos". Com a finalidade de defesa foram criadas ordens militares-religiosas, como a dos Hospitalários ou Cavaleiros de São João, a dos Templários e a dos Cavaleiros Teutônicos, tendo o novo reino subsistido por quase cem anos.

2ª. Cruzada

Saladino, um aventureiro curdo, tornou-se sultão do Egito e reunindo os esforços do Egito aos de Bagdá, fez a pregação de uma guerra santa muçulmana contra os cristãos. A contra-cruzada de Saladino atingiu seu objetivo precisamente em 1187, quando Jerusalém foi retomada. Esse fato suscitou a terceira cruzada, denominada "Cruzada dos Reis".

3ª. Cruzada ("Cruzada dos Reis")

A Cruzada dos Reis foi chefiada por Frederico I (Frederico Barba Ruiva), imperador do Sacro Império Romano Germânico, Felipe Augusto, rei da França e Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra,os quais não obtiveram êxito. Frederico I morreu afogado no rio Selef, na Cicília. Felipe Augusto regressou logo, tendo perdido quase todas as suas tropas e Ricardo Coração de Leão ficou na Palestina tentando em vão tomar Jerusalém.

Esta terceira cruzada, contudo, marcou uma importante transformação nas relações entre cristãos e muçulmanos. Ricardo Coração de Leão firmou com Saladino um tratado, mediante o qual este reconhecia aos cristãos o domínio de uma faixa costeira na Síria e permitia o livre acesso dos peregrinos a Jerusalém.

4ª. Cruzada ("Cruzada Veneziana")

A quarta cruzada foi preparada por Inocêncio III, o grande Papa da Idade Média. Os franceses, principalmente, acudiram ao apelo do Pontífice. Mas os planos do Papa, de atacar o Egito e depois a Palestina, foram completamente deturpados pela influência de Veneza. A rica cidade italiana exigiu 85.000 marcos de prata para transportar os cruzados. Como não se conseguiu a quantia pedida, foi proposto um acordo pelos venezianos, no qual os cruzados os ajudariam a tomar a cidade de Zara (hoje Zadar - Iuguslávia), no Adriático, cuja prosperidade preocupava seriamente Veneza. Contra a opinião do Papa, o acordo foi feito e Zara saqueada. Em seguida os venezianos sugeriram um ataque a Constantinopla, pois não lhes interessava uma guerra contra os muçulmanos com os quais comerciavam intensamente.

Aproveitando-se das lutas internas pelo trono bizantino, os cruzados, apesar da oposição de Inocêncio III, dirigiram-se com uma frota de 480 navios para Constantinopla. A quarta cruzada transformou-se, assim, em intrigas e rivalidades entre os príncipes cristãos , fazendo com que os santos lugares caíssem no poder dos infiéis. Além disto, Constantinopla foi saqueada totalmente, parcialmente destruída e, em meio à pilhagem, preciosos manuscritos foram inutilizados ou perdidos e milhares de obras-primas foram roubadas, mutiladas ou esfaceladas.

5ª. e 6ª. Cruzadas

A quinta cruzada dirigida por André II da Hungria, não teve grande importância histórica. A sexta, no entanto, comandada por Frederico II, alcançou a Palestina. Frederico II, como havia sido excomungado, não recebeu cooperação cristã. Por ter conhecimentos em ciência e filosofia árabes, acabou entendendo-se amistosamente com o sultão Al-Kamil, ocasião em que assinaram um tratado mediante o qual o Islã cedia aos cristãos Acre, Jafa, Sidon, Nazaré, Belém e toda a Jerusalém.

7ª e 8ª Cruzadas

A sétima e oitava cruzadas foram empreendidas por Luís IX (São Luís), rei da França. Na sétima cruzada foi ocupada a cidade de Damieta, mas logo em seguida foi feito prisioneiro o bom rei francês, tendo sido obrigado a pagar pesado resgate. Em 1270 empreendeu uma expedição a Túnis (8ª. Cruzada), onde faleceu, vítima de uma epidemia.

Consequência sociais e religiosas das Cruzadas <>

Os efeitos das cruzadas sobre a vida econômica e social da Europa constituem pontos de divergência entre os modernos historiadores. Não se pode afirmar que as Cruzadas tenham ocasionado a ruína do feudalismo. A desintegração feudal era um processo já em evolução e para ele talvez tenha contribuido mais a peste negra (que matou um terço da população européia) do que as Cruzadas. Todavia, as Cruzadas apressaram a emancipação do povo. Muitos camponeses aproveitaram-se da ausência de seus senhores para libertarem-se da escravidão.

Ademais, os grandes centros da civilização sarracena não eram Jerusalém e Antioquia, mas sim Bagdá , Damasco, Toledo e Córdoba, não visados pelas expedições cristãs. Contudo, foi sensível o incremento do comércio oriental. A prosperidade de cidades comerciais italianas que substituíram Constantinopla como mediadora entre o comércio do Oriente e do Ocidente, foi paralela ao impulso recebido pela economia monetária da Europa.

É inegável que as Cruzadas estimularam o interesse pelas explorações e descobrimentos. Marcaram sem dúvida, o começo da expansão da fronteira européia.

Paralelamente, no campo religioso, as fronteiras excitaram em todo o oriente nova vida e expansão de ordens religiosas. Devido às invasões dos povos bárbaros, as ciências por longo tempo se haviam refugiado nos conventos; então, porém, recomeçavam a espalhar-se entre o povo. Fundaram-se universidades e escolas, como em Paris e Colônia, cujas cátedras eram ocupadas por homens distintos e de vasto saber: Santo Anselmo, 1109; Alexandre de Hales, 1245; Santo Alberto Magno, 1280; São Tomaz de Aquino, padroeiro das escolas Católicas, 1274; São Boaventura, 1274; Venerável Duns Escoto, o "Doutor Franciscano", 1308.

Mais de dois milhões de homens aí sacrificaram suas vidas. Tantos sacrifícios não eram vãos, pois grandes benefícios decorreram dessas cruzadas, para toda a sociedade. Também destaca-se a fundação de ordens religiosas militares: A Ordem dos Cavaleiros de São João e a dos Cavaleiros Teutônicos, como mencionamos no início, que tinham por fim aliviar os sofrimentos dos cristãos no oriente e combater os sarracenos.

As principais ordens monásticas fundadas durante esta época são: a dos camaldulenses, por São Romualdo (1037); dos cartuchos, por São Bruno (1101); dos premonstratenses, por São Norberto (1134); dos cistercienses, por São Roberto e São Bernardo (1153); dos carmelitas, pelo b. Alberto (1214); e dos franciscanos, por São Francisco de Assis (1226).

Em toda a parte floresceu a santa religião. Os fiéis construíram catedrais magníficas, que ainda hoje causam admiração e a fundação dessas e outras ordens religiosas dava à Igreja um brilho especial. Grande é o número de santos que estas ordens contam em seu grêmio. A toda a parte do mundo mandaram seus missionários, para pregarem o Evangelho.
Fonte : http://www.paginaoriente.com

A instituição da Confissão


A instituição da Confissão é comprovada legitimamente dos textos que conferem o poder das chaves, poder que deve ser exercido a modo de juízo. Tal juízo, não pode ser proferido sem a prévia manifestação dos pecados, pois 1) um juízo prudente e sábio não pode ser proferido sem prévio conhecimento de causa e 2) esta não pode ser conhecida sem a confissão do penitente, visto ser ele o único que tem realmente conhecimento do próprio pecado e de sua malícia. Não se trata apenas de declarar perdoados os pecados, vistas as boas disposições do penitente. Em Jo 20, 21ss, Jesus declara que a missão dada aos Apóstolos é semelhante à que recebeu do Pai. Ora, Cristo não apenas prega a remissão dos pecados ou os declara perdoados, mas perdoa-os. Portanto, assim também os Apóstolos e seus legítimos sucessores não somente declaram o perdão, mas perdoam, realmente, em nome de Cristo: "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".

Durante a vida, deparamo-nos com tentações contra a pureza, que não podem ser vencidas a não ser pela fuga. "Levamos o nosso tesouro em vasos quebradiços", nos diz a Sagrada Escritura. Vidros de fina composição só com grande cautela podem ser levados juntos de uma só vez. A pureza do coração é coisa tão delicada, que só com grande cuidado pode ser conservada. Para não perder este precioso tesouro, é preciso que fujamos de todas as ocasiões, que fazem a virtude da pureza perigar. É preciso que renunciemos aos vis prazeres do mundo, não concedendo liberdade aos membros, que exigem pela natural inclinação, quer seja o amor à carne, o apego aos bens, a maldade, etc . Jesus, conhecendo a nossa fraqueza, foi extremamente bondoso ao instituir o sacramento da confissão, conferindo aos Apóstolos e Sacerdotes da Igreja, o poder de perdoar pecados. No confissionário, temos a plena convicção do perdão. Ali a alma entra doente e suja, sai sã e límpida. Infeliz do homem que dá ao mundo os seus dias da mocidade, reservando-lhe apenas o fim da vida. Ao fim da peregrinação, cada um terá de se apresentar ao Criador. Que será de nós se lá chegarmos com a alma imunda e de mãos vazias? Aproveitemos, portanto, a graça da confissão enquanto ainda caminhamos neste mundo.

Para que façamos uma boa confissão é preciso:

1. Exame de consciência e ato de contrição, ou seja, rezar e refletir sobre seus pecados.

2. Arrependimento sincero pelas ofensas feitas contra Deus e os irmãos.

3. Firme propósito de não mais pecar.

4. Confessar os pecados ao Sacerdote.

5. Cumprir a penitência imposta pelo padre ao término da confissão.

ATO DE CONTRIÇÃO (antes de confessar)

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também ter perdido o céu e merecido o inferno e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

COMO CONFESSAR?

O orgulho nos leva à falsa convicção de que não temos pecados. Devemos ter a humildade de reconhecer nossas faltas e de as confessar ao Sacerdote. Não raras vezes é comum encontrarmos dificuldades em nos recordarmos dos pecados cometidos. Por ser um fato freqüente, leia os Mandamentos da Lei de Deus e siga o roteiro abaixo descrito, que servirá como um verdadeiro auxílio para revisão de vida:

EXAME DE CONSCIÊNCIA (com base nos 10 Mandamentos)

1º. Amar a Deus sobre todas as coisas.

- Tive vergonha de testemunhar meu amor a Deus;

- Fui relaxado e não cultivei minha união com Deus. Não fiz a leitura e meditação da Palavra;

- Revoltei-me contra Deus nas horas difíceis. Alimentei superstições;

- Durante o dia nunca ou raramente dirijo o pensamento a Deus. Faltei à oração de cada dia;

- Duvidei da presença de Deus em minha vida. Não alimentei minha fé;

- Não fui fiel à oração com minha esposa-esposo e filhos?

2º. Não tomar o nome de Deus em vão.

- Jurei falsamente ou jurei desnecessariamente;

- Usei o Nome de Deus ou símbolos religiosos sem o devido respeito;

- Busquei a Deus e a Igreja somente nas horas de necessidade?

3º. Guardar os Domingos e dias Santos.

- Faltei à Missa aos Domingos e dias Santos por preguiça, por conveniência;

- Vivi meu Domingo para comer, beber, dormir e ver televisão;

- Sem precisar, entreguei-me ao trabalho aos Domingos;

- Obriguei meus funcionários ao trabalho aos Domingos;

- Não usei dos Domingos para estar com minha família, para visitar alguém?

4º. Honrar pai e mãe.

- Agredi meu pai ou minha mãe com palavras, gestos, atitudes;

- Descuidei-me deles na hora da doença ou na velhice;

- Não procurei ser compreensivo com eles;

- Deixei passar longo tempo sem visitá-los;

- Por orgulho, tive vergonha de meus pais?

5º. Não matar.

- Pratiquei o aborto, fui cúmplice ou apoiei alguém que abortou;

- Usei drogas; fui além dos limites na bebida alcoólica e no cigarro;

- Não cuidei da minha saúde ou da saúde das pessoas que dependem de mim;

- Feri as pessoas com olhar, ou as agredi fisicamente ou grosseiramente;

- Alimentei desejos de vingança, ódio, revoltas e desejei mal aos outros;

- Neguei o perdão a alguém;

- Não gastei, ao menos um pouquinho de meu dinheiro, para ajudar aos necessitados;

- Pensei ou tentei o suicídio;

- Fui racista e preconceituoso, ou não combati o racismo e os preconceitos?

6º. Não pecar contra a castidade.

- Descuidei em lutar pela minha santificação;

- Não disciplinei os meus sentidos, instintos, vontade;

- Dei espaço à sensualidade, erotismo, pornografia;

- Gastei tempo e dinheiro com filmes, revistas, espetáculos e sites da internet desonestos;

- Caí na masturbação;

- Assediei alguma pessoa, induzi alguém ao pecado;

- Vesti-me de maneira provocante;

- Entrei na casa do Senhor com trajes inadequados;

- Fui malicioso em minhas relações de amizade?

7º. Não furtar.

- Aceitei ou comprei algo que foi roubado;

- Estraguei bens públicos ou de outras pessoas;

- Desperdicei dinheiro em jogos, bebidas e diversões desonestas;

- Prejudiquei alguém, usando de pesos e medidas falsas, enganando nas mercadorias e negócios;

- Explorei alguma pessoa ou não paguei o justo salário;

- Não administrei direito meus bens e deixei de pagar minhas dívidas?

8º. Não levantar falso testemunho.

- Envolvi-me em mentiras, difamações, calúnias, maus comentários, fiz mau juízo dos outros;

- Fingi doença ou piedade para enganar os outros;

- Ridicularizei ou zombei de pessoas simples, pobres e idosas, deficientes físicos ou mentais;

- Dei maus exemplos contra a Religião, na família, na escola, na rua, no trabalho?

9º. Não cobiçar a mulher do próximo.

- Alimentei fantasias desonestas, envolvendo outras pessoas;

- Deixei de valorizar meu cônjuge;

- Pratiquei adultério (uniões sexuais antes ou fora do casamento);

- Não soube desenvolver um namoro maduro e responsável, enganando a (o) namorada (o);

- Não fugi das ocasiões ou lugares próximos do pecado?

10º. Não cobiçar as coisas alheias.

- Tenho sido invejoso;

- Apoiei movimentos políticos que se organizam com o fim de invadir e tomar as propriedades alheias;

- Violei segredos, usei de mentiras, ou não tenho combatido o egoísmo;

- Sou dominador, não aceitando a opinião ou sucesso dos outros;

- Fico descontente ou com raiva diante da prosperidade material e financeira de meu próximo?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ultima pregação Pe Léo : Buscai as coisas do Alto


Quer ser feliz? Busque as coisas do Alto. Esta é a grande palavra que Deus trouxe ao meu coração neste tempo. A doença me tirou tudo: não consigo mais andar sozinho, não enxergo direito. Estou cego do olho direito e vejo apenas cerca de 40% com o olho esquerdo.

Mas veio ao meu coração: "Ai de mim se eu não evangelizar" (1 Coríntios 9,16b). Se dependesse da minha vontade, eu estaria em todos os eventos que estavam previstos na minha agenda para este ano. Mas não depende de mim. Apesar disso, há coisas que eu posso fazer.

O "encardido" tirou as minhas pernas e o direito de ir e vir. Mas Deus me deu o dom de escrever. Com muita dificuldade, aumentando a visualização do meu laptop. E foi assim que nasceu o livro Buscai as coisas do alto que programamos para lançar no 'Hosana Brasil'.

Eu sabia que precisava estar aqui nesses dias para cantar a vitória de Deus na minha vida. O câncer tira tudo de nós, tira a nossa dignidade. Nós nos tornamos como um "trapo" em cima da cama. Passei muita vergonha diante até de pessoas desconhecidas, que precisavam trocar as minhas fraldas.
Mas permanece a fé. Essa ninguém tira. Quem tem fé não perdeu nada, pois ela nos projeta quando estamos mais cansados e doloridos.

Muitos pensaram: "O Padre Léo não sai dessa". Mas pensei até em escrever um livro com o nome "As graças que o câncer me deu". Tive a graça de ficar doente na casa do padre Jonas, Eto e Luzia. Eles fizeram por mim o que a minha família e a minha comunidade não poderiam fazer. Por isso eu precisava estar aqui e gritar "Hosana! Vitória de Deus".

Na vida, só é derrotado quem não tem verdadeiros amigos e Jesus. Pois, quando temos amigos que são amigos de Jesus, a nossa vida ganha um novo sentido. Por mais "pesados" que estejamos, nós ainda aspiramos às coisas do Alto.

A Palavra de Deus diz: "Vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Colossenses 3,3). Tenho dó de quem não tem fé, pois esta é a única coisa que não nos será tirada. Eu já tinha dó de gente feia, agora tenho muito mais de quem não tem Jesus.

O cristão é chamado a ser semeador do céu, "carimbador" do céu. Estamos ensinando nossas crianças a ter um corpo "carimbado" pelas coisas do Alto? A minha vida continua escondida com Cristo. O que eu tenho feito com meu corpo? As minhas amizades têm sido verdadeiras ou tenho usado as pessoas?

Você está se "nivelado" com as coisas de baixo? Rompa com o pecado, meu irmão. Não sei qual pecado ou vício você está enfrentando, mas será que você buscou de fato romper com isso? Já buscou o sacramento da confissão sinceramente?

Derrame sua alma hoje na presença de Deus. Na hora da santa Missa é Jesus quem se faz presente. Já ouvimos falar: "Que vida é essa que estou vivendo?" Você vai encontrar essa vida quando buscar as coisas do Alto.

Paulo começa este texto com uma condicional: "Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto" (Colossenses 3,1) Sua feição diz mais das coisas do céu ou da terra? Em qual situação da sua vida ainda é preciso colocar o "carimbo" do céu?

Espírito Santo, vem em socorro à minha fraqueza. Dá-me a graça de "carimbar" a minha vida inteira com as coisas do Alto. Eu cansei dessas coisas da terra, cansei de pecar. Vem em socorro à minha fraqueza. Espírito Santo, Tu que és especialista em socorrer aqueles que são fracos. Eu sou fraco, preciso da tua graça. Quero "carimbar" minha casa, meu carro com as coisas lá de cima. Quero "carimbar" também o meu tempo para estar no tempo de Deus.


( Padre Léo, scj - Padre do Sagrado Coração de Jesus, fundador da Comunidade Bethânia que tem como carisma o trabalho de recuperação de dependentes químicos. )

Pregação feita por Dunga : Deixar Deus podar

A Palavra de Deus vem de uma maneira muito especial, hoje, tanto para nós que já estamos há um bom tempo na caminhada quanto para os que estão chegando agora. A caminhada com Deus é para o resto da vida, ao longo dela somos cuidados pelo Senhor.

No percorrer da vida, quando percebemos os frutos de nossa caminhada, Deus vem e nos poda. A gente pensa que Ele está judiando de nós, não compreendemos o porquê disso, mas tem um motivo, como nos ensina a Palavra.

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto." (cf. Jo 15, 1-2)

Depois de um certo tempo, fica mais fácil acolhermos estas podas, mas nas primeiras dá vontade de brigar com Deus. Isso é muito comum nos jovens, naqueles que estão no início da caminhada. Meu irmão, se você está sendo podado: Calma! É só poda! Se você está dando frutos, não há com o que se preocupar.

"Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim." (Jo 15, 4)

Permanecer é estar apesar de... Isto é, perseverança é uma "santa" teimosia. Estar em Deus é resolver os problemas pessoais n’Ele. É "propaganda enganosa" quando dizem que, ao seguir Jesus, não teremos mais problemas, pois Ele mesmo nos diz que sempre teremos aflições.

Talvez você diga que a Canção Nova é um pedacinho do céu, mas isso é claro, pois você deixou seus problemas em casa! Quando chegar lá você vai dizer: "Problema: cheguei!"

Mas pode ser que a sua casa tenha ficado, um dia, sem problemas, pois ele foi para a Canção Nova, porque, talvez, seja você o problema... Isso pode ter acontecido porque você não aceitou as podas de Deus, ficou cheio de "folhas", mas sem "frutos".

As pessoas vêm a nós na expectativa de encontrar alimento para suas almas. Não podemos decepcioná-las. De tempos em tempos, Deus vai podar quem dá frutos. Permita que Ele pode você.

Fico imaginando Deus podando a gente, chegando nesta "árvore", que sou eu, e dizendo: "Não relute, eu vejo lá na frente, vejo seu crescimento". É assim que Deus nos trata.

Se você estiver passando por um período de poda não se revolte, antes, permaneça firme! A vontade de Deus é a nossa santificação, que acontece ao longo do caminho. Os problemas sempre terão o mesmo tamanho, mas você não. Você sempre vai crescer.

O que vale mais: o meu tempo ou o de Deus? É claro que é o de Deus! Quando Ele me atender eu poderei olhar para trás e me alegrar e agradecer-Lhe por ter perseverado.

Deus reserva coisas novas para cada um de nós, nas diversas etapas da vida. Ele quer cuidar de você, mesmo quando já estiver velhinho.

"Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor".(cf. Jo 15, 9-10)

A nossa alegria não depende de um momento, nem de um fato isolado, ela não está condicionada a uma coisa: permanecer em Deus.

A nossa vida precisa ter sabor a cada período, a cada instante, e ela só pode ser fantástica se permanecermos n’Ele. Tudo o que partilhamos neste momento é pedagogia de Deus. Não serão poucas as podas que Ele fará em sua vida, isso porque encontra frutos em você. Não seja uma pessoa convencida, mas reconheça os frutos que estão em você.

Deixe virem as podas, as dificuldades, porque aquele que dá frutos, Deus costuma podá-lo, para que possa dar mais frutos.

Palestra feita pelo Pe Paulo Ricardo : Alegria, segredo de Paulo - 06/07/2008

É uma alegria estarmos reunidos na casa de Deus. E esse é o tema que eu quero falar nessa pregação, a alegria no Senhor.

“Alegrai-Vos sempre no Senhor” (Filipenses 4,4).

É próprio do jovem a alegria, mas de onde vem alegria do jovem? E como distinguir a alegria falsa da verdadeira alegria? Como a gente faz isso? Eu quero fazer a reflexão dessa alegria, por isso eu tomo a figura de São Paulo.

A Igreja está celebrando o Ano Paulino, precisamos durante todo este ano estar atento a figura de São Paulo. Ele é o grande apóstolo da juventude. Ele também viveu uma juventude no pecado antes da conversão. São Paulo se converteu por volta de seus 20 e poucos e anos, ele estava presente quando o primeiro mártir da Igreja foi apedrejado.

Na Carta aos Filpenses, dezesseis vezes São Paulo fala de alegria. Mas qual será a situação que ele vivia para exortar tanto os Filipenses à alegria? São Paulo escreve essa carta na prisão, ele estava nas correntes, então nós ficamos agora perdidos, como pode São Paulo prisioneiro, perseguido e prisão não é coisa boa, dizer: “Alegrai-vos no Senhor”. Quem é o segredo de Paulo?

Quando se fala da alegria, o jovem olha para aquele balão lindo, mas vazio por dentro. Às vezes os jovens ficam alegres na rua, brincam com seus amigos, mas chegam em casa e fecham a cara, então a alegria não era verdadeira.

Jovem gosta de andar em grupo, o jovem sem a turma fica completamente perdido. É importante que você jovem, encontrando sua turma em Cristo saiba viver na verdadeira alegria.

Para entendermos a alegria, vamos entender a tristeza primeiro. A tristeza é dom de Deus. Não fique espantado! Quando Deus criou o homem ele deu a ele a tristeza para que quando o homem perdesse Deus ele ficasse triste e voltasse a Ele. Foi o presente para o filho pródigo, que quando estava com os porcos disse entristecido: “Vou voltar para a casa”.

Se você jovem está triste é porque você perdeu um deus. Se o seu deus é o prazer, e se você busca a felicidade no prazer e encontra a falsidade desse deus, você fica triste. Quando você perde seu falso deus, você fica triste.

Se você anda triste é porque você está perdendo alguma coisa que está ocupando o lugar de Deus. O sexo é dom de Deus, mas se você usa mal o sexo, ele também pode servir para o mal. Tudo aquilo que é dom de Deus pode ser usado para o bem e para o mal. A tristeza é dom de Deus para que a gente caia na real. Talvez você usa a tristeza para ficar revirando como porco na lama, chorando a morte de seu falso deus. A conversão consiste nisso. Se você está triste examine sua consciência, e veja qual foi o deus que morreu. Talvez essa tristeza seja por causa do pecado que te leva à conversão, aí a tristeza é um bem.

Se você faz da sua namorada uma deusa, ou do seu namorado deus, você irá se perder. Quando você transforma seu namorando em um deus e vê que ele não vai dar conta de ser o deus que você queria, a tristeza toma conta do relacionamento. Ninguém pode preencher o lugar de Deus no nosso coração.

Como é a verdadeira alegria? Vamos olhar para São Paulo, ele é um gigante, veja o que ele escreve na Segunda Carta aos Coríntios:

“Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas!” (II Coríntios 11,23-28)

É esse homem, com esse currículo dentro da prisão que diz: “Alegrai-vos no Senhor”. Essa alegria de São Paulo, não vem da cocaína, quando ele escreveu aos Filipenses ele não estava chumbado, ele estava cheio da alegria que vem do céu, é essa a nossa alegria.

O que você precisa saber é que existe uma alegria que não passa depois que apaga as luzes do sábado à noite. Eu sei que você quer a alegria que se apaga com as luzes de sábado à noite.

Na prática como se dá essa alegria? São Paulo foi “atropelado” por Jesus, no momento que ele mais odiava Jesus. E ali ele experimentou que aquele que ele mais odiava é que mais o amava. A experiência de ser amado no pecado foi a experiência que mudou a vida de Paulo. Por isso ele ficava irritado com os judeus que diziam que para ser amado por Deus tinha que ser obediente a Deus, ele seguia a lei e odiava a Jesus. Com toda obediência não se sentia amado. Ele ficava irritado com os judeus porque ele sabia que a fonte da alegria dele era ter sido amado por Deus quando ele ainda estava no pecado.

Meu irmão, Deus ama você do jeito que você está. Ele vai te buscar quando você está no meio do pecado, e essa é a grande experiência de São Paulo.

São Paulo vê claramente que aquelas prisões não são nada diante da forma que Deus o amou e que ninguém é capaz de amá-lo. Saber que sou amado assim, e passar a vida com esse olhar, faz toda a diferença do mundo. É você saber que mesmo coisas ruins acontecendo, Deus o ama mesmo assim.

Nós estamos falando de São Paulo que fazia curas e milagres; até o guardanapo dele curava, está aí o significado das relíquias. No entanto esses milagres não evitaram que ele terminasse sua vida na prisão. Em nenhum momento ele quis fazer um milagre para si. Ele não quis estar livre do sofrimento, mas em todo momento ele ofereceu seu sofrimento para que todos soubessem desse amor que Deus tem por nós.

Meus irmãos, a centralidade da nossa fé é essa. Por isso cuidado com os “cães”! Os “cães” que estão operando, os falsos pregadores do Evangelho que querem fazer da Igreja de Cristo supermercado da fé. Você paga e recebe a graça que você quer, a prosperidade. Como falar de prosperidade, tem alguém que deu mais a vida por Deus que São Paulo e tem toda essa lista de sofrimento?

Qual é o caminho que satanás usa para gente perder a fé? Primeiro ele põe um deus falso na nossa cabeça. Se você dá dez e ele te dá mil, quando isso não acontece, satanás vem e fala que deus não existe, e se existe ele não liga para você.

Meus irmãos, aprendamos com São Paulo, o amor de Cristo nos impele, e essa alegria de ser amado por Deus, mesmo no meio das nossas fragilidades, ninguém pode roubar de nós. Se você caiu, levante-se pela milésima vez, tenha a coragem. Essa é alegria de Paulo. Nós estamos aqui, mas não é para este mundo, pois no céu está preparado uma glória para nós. Esse é o segredo de São Paulo. Ele poderia ser um deprimido, teria todo o direito de reclamar de Deus, mas ele não reclama e no meio das dores ele diz: “Alegrai-vos no Senhor”.

São Paulo ainda diz: “Eu corro para alcançar a Cristo, Ele já me alcançou, mas eu ainda não alcancei”. Você que é jovem PHN sabe que Cristo já alcançou você, e se São Paulo diz isso, nós também devemos dizer. E São Paulo diz: “Deixando o que está para trás e me lanço a meta. Se São Paulo diz que ainda não alcançou a Cristo, o que nós devemos e podemos dizer é que ainda não alcançamos a Cristo. Deixe o que é velho para trás e se lance a Cristo, nesse heroísmo.

Não existe heroísmo maior que ser de Cristo. Então jovens, vocês que andam em manadas, ajude um ao outro. Para você ser cristão de verdade, você precisa se unir a sua comunidade e é na comunidade que você será cristão incentivando uns aos outros. Na comunidade nós nos purificamos e nos damos forças, se um caiu, o outro ajuda levantar. Uma das coisas para a gente sair do pecado é tirando os outros do pecado.

Depois de dezesseis anos de padre, eu ainda preciso alcançar a Cristo. São Paulo é o nosso modelo, porque ele se deixou consumir pelo amor aos irmãos. Hoje a gente se cansa nas viagens e começa a reclamar se a conexão atrasa; pedimos a Deus para o avião chegar logo. Ali eu me lembro de São Paulo, e vem a vergonha de não ter a alegria de São Paulo e peço perdão a Deus.

Eu não sei como é sua comunidade, mas seja cristão com os outros e para os outros. Não entre na Igreja para sugá-la, mas para doar a sua vida porque você já foi amado. Você entrou na Igreja para amar porque você já foi amado. Não reclame da Igreja, mas ame a Igreja. Não reclame das pessoas que Deus colocou ao seu lado para sua santificação, pois você já foi amado.

A caridade de Cristo nos impele. Eu deixo a vida velha e me lanço nos braços de Cristo. “Alegrai-vos no Senhor”.
Alegre-se em Deus. Deixe para trás o seu pecado e se lance para Deus, se entregue a alegria de servir Aquele que morreu por você.

Palestra feita por DUNGA nos 10 anos do PHN

A Palavra de Deus diz assim Mateus 17,1-8: “1.Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. 2.Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. 3.E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. 4.Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o. 6.Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. 7.Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais. 8.Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus”.

Essa Palavra nos inspirou para vivermos esse acampamento que comemoramos os 10 anos de PHN, uma data fantástica. Não sei o que vocês entendem por 10 anos. Mas há 10 anos eu fiz a música "Restauração", e toda a letra dela fala do momento que eu estava vivendo.

Eu e um irmão de comunidade, Paulinho, fazíamos um programa na TV (Canção Nova) ‘Resgate Já’, e para a gravação do programa, fazíamos visitas em casas para recuperação de drogados, e que tinham HIV, FEBEM, lares para menores abandonados, Carandiru. Ali nós víamos pessoas morrerem na nossa frente, e foi nascendo dentro de nós uma compaixão por aquelas pessoas, que em sua maioria eram jovens. E Deus inspirou o PHN em nosso coração, que passou a também ser a motivação de toda a Canção Nova, porque repartindo a responsabilidade, repartimos também os méritos, trabalhamos para isso. Nasceu, então, a frase ‘Por hoje não posso mais pecar’.

Deus disse: ‘Não vos preocupeis com o dia de amanhã’, e por vezes muitos se esquecem de viver bem o dia de hoje, que é o único dia que você tem. Nós só temos esse dia, e nesse dia você vai viver esse processo de transfiguração, que quer dizer restauração, esse processo lindo, que muitos já passaram e que hoje passam por uma transfiguração, que quer dizer cruzamento. O cruzamento de duas figuras, o rosto de Jesus sendo transfigurado com o seu. Esse seu rosto que muitas vezes manifestou ira, malícia...

Se o rosto está feio é porque o coração está feio, porque não existe gente feia nesse mundo. Existe gente que não sabe combinar as coisas, as roupas; por exemplo, listrado com xadrez, não combina, mas o que torna feia a pessoa são os ressentimentos, a tristeza do coração que reflete no rosto.

Portanto, quando Deus te traz aqui, porque você foi atraído a estar aqui, e você veio aqui porque o amor de Deus te conquistou. Deus te trouxe para que você seja transfigurado. Quem te trouxe aqui foi um amor que você simplesmente não conseguiu mais fugir, e isso é transfiguração, é Deus chegando até você.

E olha meu irmão e minha irmã, as pessoas que estão ao seu redor: pai, mãe, filho, filha, esposo, esposa... são pessoas que fazem parte da tua vida, elas anseiam por verem o seu rosto transfigurado com o rosto de Cristo, e esse seu rosto que é bom, vai ficar melhor ainda. Existe um lugar que espera você chegar, é a sua casa, e é para lá que você está voltando.

Foi muito bom estar aqui, não foi? Muitas pessoas aqui até pensam assim: "Que bom estar longe de casa, sem aquela pessoa no meu pé", E talvez na tua casa alguém diga a mesma coisa: "O problema está na Canção Nova". Mas saiba, se o coração muda, mudam as palavras, muda a fisionomia, muda até o silêncio que a gente faz. Se o coração muda, a conversão acontece.

ão dá para negar, o clima, o ambiente, o semblante, você está diferente. Está transfigurado através dos shows, das pregações, das partilhas, da Eucaristia.

Pense: "Você passou a madrugada PHN, desde sexta-feira às 16h até agora, sem parar". Você está até com uma carinha de bobo, mas não é bobeira não, é porque você está feliz, jovem!

Nesse exato momento, tem gente entrando no motel, e naquela cama do motel ficam homem com homem, mulher com mulher, pessoas com animais, esposo com esposa de outro e etc. A cama do motel é o parque de diversão de satanás. Se você já foi, não vá mais, nunca mais, porque ali acontece a ‘desfiguração’.

Eu suplico a você que saindo da Canção Nova que você perca a vergonha. Não tenha vergonha de ser de Deus, de falar de Deus, de adorar a Deus, porque é essa vergonha que faz de nós um povo tímido, pessoas sem expressão. Vivemos uma maravilha, mas queremos guardar para nós. Não! Testemunhe a transfiguração que está acontecendo com você.

A transfiguração é um convite que Deus faz para nós.


O tema desse encontro é: "Não tenhais medo. Eu vos convido a uma transfiguração". E é o que aconteceu. Você simplesmente experimentou isso!

Eu desejo que assim como as fotos que você tirou aqui nesse acampamento serão reveladas mais tarde, assim também o filho e a filha de Deus que está em você seja revelado.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Homilia de Bento XVI na Solenidade de Corpus Christ -

Homilia de Bento XVI na Solenidade de Corpus Christ

Queridos irmãos e irmãs

Após o tempo forte do ano litúrgico, que centrado na Páscoa se estende por 3 meses – primeiro os 40 dias da Quaresma, depois os 50 dias do tempo pascal - a liturgia nos faz celebrar três festas que tem ao invés um caráter "sintético": A Santíssima Trindade, Corpus Christ e o Sagrado Coração de Jesus. Qual é o significado próprio da Solenidade que celebramos hoje, o corpo e Sangue de Cristo?

É a própria celebração quem nos fala, no desenvolvimento de seus gestos fundamentais: antes de tudo estamos reunidos ao redor do Altar do Senhor, para estarmos juntos em sua presença: em segundo lugar, haverá uma procissão, ou seja, o caminhar com o Senhor: e por fim o ajoelhar-se diante do Senhor, a adoração que tem início já na Missa e acompanha toda a procissão, mas que culmina no momento final quando todos nos prostraremos diante Daquele que se dobrou até nós e deu sua vida por nós. Vamos nos deter brevemente sobre estes três comportamentos, para que sejam realmente expressão da nossa fé e da nossa vida.

O primeiro ato, portanto, é o de reunir-se diante da presença do Senhor. É o que antigamente se dava o nome de "Statio". Imaginemos por um momento que em toda Roma não exista outro altar senão este, e que todos os cristãos da cidade tenham sido convidados a reunirem-se aqui para celebrar o Salvador morto e ressuscitado. Isso nos dá uma idéia de como era nas origens, em Roma e em tantas outras cidades onde chegava a mensagem evangélica, a celebração Eucaristica: em cada Igreja particular havia um só Bispo e ao redor dele, ao redor da Eucaristia por ele celebrada, se constituia a Comunidade, única, porque único era o Cálice abençoado e único o pão partido, assim como ouvimos das palavras de Paulo na segunda leitura (Cor. 10,16-17). Me vem a mente uma outra expressão paulina: "Não existe mais judeu, nem grego: nem escravo ou livre: não existe homem ou mulher, porque todos somos únicos em Cristo Jesus" (Gal 3,28).

Todos vocês não são somente uma coisa, vocês são um! Com estas palavras se sente a verdade e a força da revolução cristã, a revolução mais profunda da história humana, que se experimenta ao redor da Eucaristia: aqui se reúnem pessoas de diversas idades, sexo, condição social, idéias políticas. A Eucaristia não pode jamais ser um fato privado, reservado a pessoas que se escolheram por afinidades ou amizade. A eucaristia é um culto público, que não possui nada de esotérico, nada de exclusivo.

Também aqui nesta noite, nós não escolhemos com quem nos encontrarmos, apenas viemos e estamos uns do lado dos outros, tendo em comum a fé e o chamado a sermos um só corpo dividindo um único Pão, que é Cristo. Estamos unidos, apesar de nossas diferenças de nacionalidade, profissão, grau social, idéias políticas: nos abrimos uns aos outros para nos tornarmos um só a partir Dele!

Esta desde os inícios tem sido uma característica do cristianismo realizada visivelmente ao redor da Eucaristia. É necessário sempre vigiar para que as tentações de particularismo, mesmo que de boa fé, não caminhe em sentido contrário. Portanto, o Corpus Christ nos recorda antes de tudo que ser cristãos, quer dizer: reunir-se de todas as partes para estar na presença do único Senhor e se tornar único com Ele e Nele.

O segundo aspecto constitutivo é caminhar com o Senhor. É a realidade manifestada pela procissão, que viveremos juntos depois da Santa Missa, quase como um seu natural prolongamento, movendo-nos atrás d'Aquele que é a Via, o Caminho. Com o dom de Si mesmo na Eucaristia, o Senhor Jesus nos liberta de nossas "paralisias", nos faz "continuar", nos faz dar um passo a mais, e depois outro, e assim nos coloca em caminho, com a força deste Pão da Vida.

Como acontece com o profeta Elias, que se refugiou no deserto por medo de seus inimigos, e havia decidido deixar-se morrer (cfr I Re 19,1-4). Mas Deus o despertou do sono e o fez encontrar ali ao lado pão sem fermento: "Levanta e come – lhe disse – porque para ti o caminho é longo demais" (I Re 19, 5.7). A procissão do Corpo do Senhor nos ensina que a Eucaristia nos quer libertar de todo abatimento e deconforto, nos quer levantar, para que possamos retomar o caminho com a força que Deus nos dá mediante Jesus Cristo. É a experiência do povo de Israel no êxodo do Egito, a longa peregrinação através do deserto, do que falou a primeira Leitura. Uma experiência que para Israel é constitutiva, mas se tornou exemplar para toda a humanidade. De fato, a expressão "o homem não vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca do Senhor" (Dt 8,3) é uma afirmação universal, que se refere a cada homem enquanto homem. Cada um pode encontrar o próprio caminho, se encontra Aquele que é.

Palavra e Pão de vida e se deixa guiar pela sua amigável presença. Sem o Deus-conosco, o Deus próximo, como podemos sustentar a peregrinação da existência, seja pessoalmente ou como sociedade e família dos povos?

A Eucaristia é o Sacramento do Deus que não nos deixa sozinhos no caminho, mas se coloca ao nossa lado e nos indica a direção. De fato, não basta caminhar, é preciso saber para onde se vai! Não basta o "progresso", se não não há critérios de referência. Antes, se se corre pela estrada afora, arrisca terminar em um precipício, ou em todo caso se distanciar-se da meta. Deus nos criou livres, mas nos deixou sozinhos: Ele mesmo se fez "caminho" e veio caminhar junto conosco, para a nossa liberdade tenha também o critério para discernir a estrada certa e percorrê-la.

E sobre este ponto não se pode não pensar ao início do "decálogo", os dez mandamentos, onde escrito: "Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fez sair do país do Egito, da condição de escravidão: não terás outros deuses fora de mim" (Es 20,2-3). Encontramos aqui o sentido do terceiro elemento constitutivo do Corpo do Senhor: ajoelhar-se em adoração diante do Senhor.

Adorar o Deus de Jesus Cristo, feito pão partido por amor, é o remédio mais válido e radical contra as idolatrias de ontem e de hoje. Ajoelhar-se diante da Eucaristia é profissão de liberdade: que se inclina para Jesus não pode e não deve prostrar-se diante de nenhum poder terreno, por mais forte que seja. Nós cristãos nos ajoelhamos somente diante de Deus, diante do Santíssimo Sacramento, porque nele sabemos e cremos estar presente o único e verdadeiro Deus, que criou o mundo e o amou tanto que deu seu Filho unigênito (cfr Gv 3,16).

Nos prostramos diante de um Deus que por primeiro se inclinou perante o homem, como Bom Samaritano, para socorrê-lo e dar-lhe novamente a vida, e se ajoelhou diante de nós para lavar os nossos pés sujos. Adorar o Corpo de Cristo quer dizer crer que ali, naquele pedaço de pão, está realmente Cristo, que dá verdadeiro sentido à vida, seja ao imenso universo como à menor das criaturas, à toda história humana como à mais breve existência.

A adoração é oração que prolonga a celebração e a comunhão eucarística cuja alma continua a nutrir-se: se nutre de amor, verdade, paz; se nutre de esperança. Porque Aquele ao qual nos prostramos não nos julga, não nos expulsa, mas nos liberta e nos transforma. Por isso reunir-nos, caminhar, adorar nos enche de alegria. Fazendo nossa a atitude adorante de Maria, que neste mês de maio recordamos de maneira especial, peçamos por nós e por todos; peçamos por todas as pesoas que vivem nesta cidade, para que possam conhecer a Ti, oh Pai, e Aquele que Tu mandaste, Jesus Cristo. E assim ter a vida em abundância. Amém.

Quinta-feira, 22 de maio de 2008, 18h55

Corpus Christi

Significado da Festa de Corpus Christi, celebrada nesta Quinta

Procissão com Jesus Eucarístico pelas ruas da cidade de Montes Claros - MG

Nesta quinta-feira, 07, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

sábado, 10 de maio de 2008


Jesus havia-o já anunciado quando afirmou: Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à verdade plena (Jo 16,13). Mas foi no Pentecostes que o Espírito foi derramado sobre os Apóstolos e sobre toda a comunidade (At 2,1-13).

A presença do Espírito Santo nas pessoas e na comunidade eclesial se torna perceptível principalmente através de seus dons e carismas, concedidos a todos e a cada um para a unidade da Igreja (Ef 4,1-7). Essa variedade de dons é resumida pela Igreja na doutrina dos sete dons: sabedoria, entendimento, ciência, conselho, piedade, fortaleza e temor de Deus. É bom que reflitamos brevemente sobre cada um deles.

O dom da sabedoria fortalece nossa caridade e preparando-nos, desde já, para a visão plena de Deus, conferindo-lhe um conhecimento eminente. O sábio, segundo Deus, não é aquele que sabe coisas sobre Deus, mas que vive Deus. Não é o que simplesmente fala de Deus, mas quem o contempla. A sabedoria traz o gosto de Deus e de sua Palavra, permitindo-nos avaliar corretamente as realidades terrenas.

O dom do entendimento torna a nossa fé luz segura e sólida para o nosso caminho. Mediante este dom, o Espírito Santo nos permite perscrutar as profundezas de Deus, comunicando ao nosso coração uma particular participação no conhecimento divino, nos segredos do mundo e na intimidade do próprio Deus.

O dom da ciência nos permite um juízo reto sobre as criaturas, não colocando nelas a felicidade perfeita, nem o fim absoluto de tudo o que somos e temos. Faz com que o ser humano entenda que a aparência deste mundo é passageira (1Cor 7,31). O dom da ciência orienta-nos para Deus, desapegando-nos das criaturas.

O dom do conselho nos é dado para sanar a nossa natural precipitação ao dar uma resposta a um problema concreto que nos angustia, a uma escolha que devemos fazer. Quem acolhe este “conselho” sente-se em paz, sereno, readquire força e esperança. Também compreende que todos temos fraquezas e, portanto, devemos olhar-nos com olhos de compaixão.

O dom da piedade nasce de um Deus piedoso, bondoso e cheio de misericórdia para com os que erram. Nosso Deus é Deus da aliança e do perdão. Se Deus vive a sua aliança com o homem de maneira tão envolvente, o homem, por sua vez, sente-se também convidado a ser piedoso com todos.

O dom da fortaleza nos torna corajosos para enfrentar as dificuldades da vida cristã. Torna forte e heróica a fé. Lembremos a coragem dos mártires. Dá-nos perseverança e firmeza nas decisões.

A fortaleza manifesta-se também na esperança. Afirma o profeta Isaías: “Os que esperam em Jahweh renovam suas forças, criam asas como águias, correm e não se fadigam, andam e não se cansam” (Is 40,31). Todos nós precisamos da força do Espírito Santo!

O dom do temor de Deus, tratando-se de um dom do Espírito Santo, não deve confundir-se com o medo de Deus. Também não significa uma atitude servil diante de Deus. Este dom nos mantém no devido respeito diante de Deus e na submissão à sua vontade, afastando-nos de tudo o que lhe possa desagradar.

A confiança no Senhor constitui a terceira característica do temor de Deus. Diz o livro do Sirácida: O temor do Senhor é glória e honra, alegria e coroa de júbilo. Alegra o coração, dá contentamento, gozo e vida longa. A raiz da sabedoria é o temor do Senhor; e seus ramos são vida longa (Sir 1,11-12).

O Catecismo da Igreja nos adverte para a dimensão missionária da ação do Espírito Santo. É Ele, de fato, que concede seus dons para nos associar à sua obra, para nos tornar capazes de colaborar com a salvação dos outros e com o crescimento do Corpo de Cristo (n. 2003).

O decreto “Ad Gentes” põe em evidência o caráter missionário dos dons e carismas ao afirmar que o Espírito unifica a Igreja na comunhão e no ministério, dotando-a de vários dons... vivifica as instituições eclesiásticas... incute no coração dos fiéis o mesmo espírito missionário, pelo qual era movido Cristo (AG, 4).

João Paulo II, na “Redemptoris Missio”, afirma que o Espírito Santo é o protagonista de toda missão eclesial, quer nas consciências e nos corações humanos, quer na história (n. 21). É dele que parte o “mandato missionário” (n. 23).

A vinda do Espírito Santo fez dos Apóstolos, e hoje faz de nós, testemunhas e profetas (At 1,8; 2,17-18). Ele mesmo assume a função de “guia” e dá impulso à missão, “abre as portas” para a evangelização, reunindo o povo de Deus na escuta do Evangelho, na comunhão fraterna, na oração e na Eucaristia.

A missão é um compromisso comunitário, uma responsabilidade da Igreja local que necessita de “missionários” para se expandir em direção a novas fronteiras da missão “ad gentes”, sem limites de espaço, nem de tempo, atingindo, não apenas os indivíduos, mas também a sociedade, a história, os povos, as culturas e as religiões (RMi, 28).

Unidos aos cristãos do mundo inteiro, reunidos com Maria, “a mãe missionária”, acolhamos com alegria e com abertura de coração o Espírito Santo, Dom de Deu